Juliana de Norwich (Inglaterra, 1342-1416). Obra: "Revelações do Amor Divino. Ed. Paulus. 2018 — Coleção Clássicos do cristianismo."
[Capítulo 54 – pág. (pdf) 131:][Juliana de Norwich diz:] Grandemente devemos nos regozijar por Deus habitar em nossa alma, e muito mais ainda devemos nos regozijar que nossa alma habite em Deus.
Nossa alma é criada para ser a morada de Deus, e a morada da alma é Deus, que é não criado. E é um elevado entendimento ver e saber interiormente que Deus, que é nosso Criador, habita em nossa alma; e é um elevado entendimento ver e conhecer interiormente que nossa alma, que é criada, habita na substância de Deus: substância essa – Deus – pela qual nós somos o que somos.
[Capítulo 67 – Décima sexta revelação – pág. (pdf) 160:][Juliana de Norwich diz:] Então Nosso Senhor abriu meu olho espiritual e mostrou minha alma no meio do meu coração.
Eu a vi tão grande como se fosse uma cidade infinita e um reino feliz. E nas condições em que a vi, entendi que é uma cidade venerável. No centro da cidade senta Nosso Senhor Jesus, Deus e homem, a bela pessoa de elevada estatura, o bispo mais alto, o rei mais majestoso, o mais admirável Senhor. E o vi majestosamente vestido. Admiravelmente senta na alma, à direita, em paz e descanso, [1] e sua divindade governa e sustenta céu e terra, e tudo o que é – soberano poder, soberana sabedoria e soberana bondade.
Mas o lugar que Jesus ocupa em nossa alma ele nunca abandonará, eternamente, segundo vi, pois em nós está sua frequente morada e eterna habitação.