Juliana de Norwich (Inglaterra, 1342-1416). Obra: "Revelações do Amor Divino. Ed. Paulus. 2018 — Coleção Clássicos do cristianismo."
[Capítulo 39 – Décima terceira revelação – pág. (pdf) 90:][Juliana de Norwich diz:] O pecado é o flagelo mais terrível. Por contrição somos purificados, por compaixão somos preparados e pelo verdadeiro desejo por Deus somos dignificados.
O pecado é o flagelo mais terrível que pode atingir qualquer alma escolhida, flagelo que castiga o homem e a mulher e os faz odiosos a seus próprios olhos. Assim, depois de um tempo, ele ou ela pensa que não é merecedor de nada, somente de afundar no inferno, até quando a contrição o tomar pelo toque do Espírito Santo e transformar o amargor em esperança da compaixão de Deus. E quando ele começa as suas curas, a alma rapidamente é transformada em vida, e retorna à Santa Igreja.
O Espírito Santo a leva à confissão e com todo seu desejo ela mostra seus pecados, sem encobri-los e verdadeiramente, com grande tristeza e grande culpa por ter manchado a bela imagem de Deus.
Então, recebe a penalidade por todo pecado, ordenada pelo julgamento do confessor, como estabelecido na Santa Igreja pelo ensinamento do Espírito Santo.
E essa é uma doçura que satisfez enormemente a Deus.
[...] Por contrição, somos purificados, por compaixão somos preparados e pelo verdadeiro desejo de Deus somos dignificados. Esses são três modos, como entendi, pelos quais todas as almas chegam ao céu, isto é, aquelas que eram pecadoras na terra e serão salvas. Pois por esses três remédios toda alma é curada.
Embora a alma seja curada, suas feridas não são vistas por Deus como feridas, mas como honras.