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Predestinação das almas (doutrina)

 A graça é destinada a todos; por isso, Deus não predestina ninguém a ser mal, a ir para o Inferno; para ter semelhante destino, é preciso haver uma aversão voluntária a Deus e persistir nela até o fim

Catecismo da Igreja Católica

IV. O Inferno: 1037. Deus não predestina ninguém para o Inferno (634). Para ter semelhante destino, é preciso haver uma aversão voluntária a Deus (pecado mortal) e persistir nela até ao fim. Na liturgia eucarística e nas orações quotidianas dos seus fiéis, a Igreja implora a misericórdia de Deus, «que não quer que ninguém pereça, mas que todos se convertam» (2 Pe 3, 9): «Aceitai benignamente, Senhor, a oblação que nós, vossos servos, com toda a vossa família, Vos apresentamos. Dai a paz aos nossos dias livrai-nos da condenação eterna e contai-nos entre os vossos eleitos» (635).

Catecismo da Igreja Católica

item 600. A Deus, todos os momentos do tempo estão presentes na sua atualidade. Por isso, Ele estabelece o seu desígnio eterno de «predestinação», incluindo nele a resposta livre de cada homem à sua graça: «Na verdade, Herodes e Pôncio Pilatos uniram-se nesta cidade, com as nações pagãs e os povos de Israel, contra o vosso santo Servo Jesus, a quem ungistes (441). Cumpriram assim tudo o que o vosso poder e os vossos desígnios tinham de antemão decidido que se realizasse» (Act 4, 27-28). Deus permitiu os atos resultantes da sua cegueira (442), como fim de levar a cabo o seu plano de salvação (443).

Concílio Ecumênico de Trento (anos 1545-1548/1551-1552/1562-1563)

Cânone sobre a Salvação XVII – Se alguém disser que a graça da justificação só se dá aos predestinados para a vida, e que todos os outros que são chamados, são-no, sim, mas não recebem a graça, visto estarem pelo poder divino predestinados para o mal — seja excomungado...

Diácono João Victor Mariano

No vídeo abaixo do Youtube, o Diácono João Victor Mariano, ao refutar as afirmações do Pastor Augustus Nicodemos, ensina que a Bíblia não endossa a doutrina da dupla predestinação defendida pelos protestantes (presbiterianos), pois Deus não tem em suas mãos uma lista prévia de quem será salvo e de quem será condenado. Isso seria um ultraje à misericórdia divina.
Em Filipenses 2:12, o apóstolo Paulo diz que “devemos trabalhar com temor e tremor para a nossa salvação”. Há, portanto, uma parcela de esforço que devemos fazer, uma busca de santidade, uma livre opção de amar a Deus. Não basta, portanto, dizer que aceitamos Jesus, como defendem os protestantes (para eles basta a fé!), pois também é necessário ter uma vida ilibada, viver os sacramentos da Igreja instituídos por Jesus Cristo e praticar obras de caridade e de misericórdia. A fé sem obras é morta em si mesma, conforme ensina o apóstolo Tiago (Tiago 2:17). Em 1Coríntios 10:12 diz que “quem pensa estar de pé veja que não caia”, ressaltando que a ninguém está garantida a salvação (ou, em contrapartida, a condenação). Cristo morreu por todos, mas é preciso que cada um siga os seus passos, que venha ao seu encontro. Se Deus tivesse uma lista predeterminada, seria inútil qualquer esforço próprio para salvar-se.
Entretanto, o católico pode ter a certeza de sua salvação, caso se esforce pela busca da santidade, e caso faça jus à salvação oferecida por Jesus Cristo na cruz. 1Timóteo 2:4 diz que “Deus deseja que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade”. Também o §600 do Catecismo da Igreja Católica diz que “é necessária uma resposta livre de cada homem à sua graça”, e o §1037 diz que “Deus não predestina ninguém para o Inferno”.




Obs.: As expressões no texto entre colchetes ou parêntesis destacadas na cor azul não fazem parte do original.