Uma mulher vestida de sol
“Então apareceu no céu um grande sinal: uma mulher vestida com o sol, tendo a lua debaixo dos pés e, sobre a cabeça, uma coroa de doze estrelas. Estava grávida e gritava em dores de parto. atormentada para dar luz. Então apareceu outro sinal no céu: um grande Dragão, avermelhado como fogo. Tinha sete cabeças e dez chifres e, sobre as cabeças, Sete diademas” (Ap 12,1-3). Sabemos quem são o dragão e a mulher. A mulher do Gênesis, das bodas de Caná, do alto da cruz e do Apocalipse é Maria. Está muito próxima a vitória dela, que também é a vitória de Jesus. Temos, graças a Deus, muito pouco tempo pela frente para que Maria esmague a cabeça da serpente. [...] O livro do Apocalipse nos mostra claramente esta realidade: "Cheio de raiva por causa da Mulher, o Dragão começou a combater o resto dos filhos dela, os que observam os mandamentos de Deus e guardam o testemunho de Jesus" (Ap 12,17). Somos o resto da descendência da mulher, aqueles que, apesar de sua fraqueza, observam os mandamentos de Deus guardam o testemunho de Jesus. Está declarado: satanás veio fazer guerra justamente a nós. [...]Maria a mulher da Bíblia
Porei inimizade entre ti e a mulher". O termo mulher será repetido por mais três vezes na Bíblia. A primeira vez, será usado nas bodas de Caná. O próprio Jesus disse: “Que queres de mim, Mulher? A minha hora ainda não chegou!”. Diante daquela situação embaraçosa — eles não tinham mais vinho —, Maria intervém. A resposta de Jesus foi: "Mulher... A minha hora ainda não chegou!" Ficamos perplexos, quando Jesus chama sua mãe de mulher. Eu mesmo fui verificar se entre os judeus se usava o termo mulher dessa forma. Acabei constatando que não. Assim como para nós chamar a própria mãe de mulher é um termo ofensivo, para os judeus também. Eles não chamam a própria mãe de mulher. Eu me perguntava: por que Jesus chamou sua mãe assim? Algumas pessoas dizem que Jesus estava mostrando com isso que a estava excluindo como sua Mãe. Não! Jesus sabia bem quem era "a mulher". Justamente porque Ele era o Filho de Deus, sabia muito bem que essa mulher era a primeira criatura concebida e projetada pelo Pai. Ela era a mulher que foi chamada por Isabel de: "Bendita mais do que todas as mulheres" (LC 1,42). Ela não é apenas uma mulher. Ela é "a mulher". Quando a chama de mulher, é como se Jesus dissesse: "Mulher, a minha hora ainda não chegou. Mas tu és "a mulher", a primeira das criaturas. O Pai recebeu em primeiro lugar a ti e somente depois foi concebido o casamento, o vinho... O próprio casamento veio depois... O vinho veio depois... A primeira das criaturas és tu. Se pedes que eu apresse, eu faço o primeiro milagre. Faça-se!" Jesus fez ou não? Ele era o primeiro a reconhecer a primeira das mulheres. É, pois, o contrário do que dizem os protestantes. O que Jesus fez não foi excluí-la, mas proclamá-la "mulher", a primeira das criaturas, a primeira projetada pelo Pai, a primeira concebida antes de todas as coisas. Quando é que Jesus vai usar pela segunda vez este termo mulher? No alto da cruz, sofrendo do jeito que estava, Jesus diria uma palavra ofensiva à sua mãe que estava ali ao pé da cruz? Isso é incompreensível! Mas não foi isso que Ele fez. Ele estava morrendo pela humanidade. Ali, ao pé da cruz, estava a primeira das criaturas. Estava "a mulher", e o que Ele diz é isso: "Minha Mãe. Você é a mulher que o Pai escolheu como a primeira das criaturas". "Mulher, eis o teu filho!" Desde que o Pai te fez a primeira das criaturas, tu já és a Mãe desta humanidade que estou salvando. E aqui está João. Os outros me julgaram, me condenaram, mas aí está João, representando toda essa humanidade. Então, mulher: “Eis o teu filho! Filho, eis tua mãe”. [...] Ninguém pode excluir Maria como Mãe, porque esse é o projeto do Pai. E não estou proferindo belas palavras, mas falando de verdades eternas. Ela é a primeira das criaturas. Antes que todas as coisas fossem feitas, ela já tinha sido constituída Mãe de toda a humanidade. Para que o Filho de Deus, feito homem no seu seio, fosse o primeiro de todos os filhos, o primogênito no meio de uma multidão de irmãos. Se irmãos, têm de ser filhos de uma mesma mãe. [...] Essa foi a segunda vez que Jesus usou o termo mulher e a terceira vez que aparece na Bíblia. A quarta vez qual é? Você pode ler, no livro do Apocalipse: "Então apareceu no céu um grande sinal: uma mulher vestida com o sol, tendo a lua debaixo dos pés e, sobre a cabeça, uma coroa de doze estrelas" (Ap 12,1). "Uma mulher": esse é o sinal. O grande sinal do Céu. Quem é essa mulher? É a primeira de todas as criaturas. A primeira concebida no coração do Pai para ser a Mãe de Jesus. Para trazer seu Filho na sua primeira vinda. Agora, no Apocalipse, ela é mostrada como uma mulher vestida de sol, tendo a lua debaixo dos seus pés. Por que a lua? Porque ela preside à noite, à escuridão. Ela tem o mal debaixo dos seus pés. As trevas estão sob eles. Ela tem Lúcifer — que era luz e tornou-se portador das trevas — debaixo de seus pés. Ela tem, também, uma coroa de doze estrelas em sua cabeça. Ela é a mulher. Assim como trouxe Jesus em sua primeira vinda — e não dá para negar que ela o trouxe no próprio seio —, está trazendo-o na sua segunda vinda. Ela é a aurora. O sol é Jesus. Ela é a mulher vestida de sol. Não existe aurora se não há sol. O que é aurora? É o sol que está chegando. Não surgiu ainda, mas seus clarões já começam a aparecer. A claridade já começa a aparecer! Maria é essa aurora que vem à frente de seu Filho! Assim como a aurora vem trazendo o sol, Maria traz seu Filho. Trouxe-o a primeira vez e, agora, o traz uma segunda vez. Agora, Ele vem, não mais humilde, simples, não mais nascendo em uma manjedoura em Belém. Desta vez, Jesus virá como Senhor. O Pai o constituiu, desde o início, Senhor e Cristo. [...] Jesus suportou tudo isso, mas a sua vitória será muito maior. Ele será Senhor. Será o vitorioso. Será o primogênito no meio de uma multidão de irmãos. A vitória de Jesus será também a vitória de Maria. Ela, humilde e simples — o oposto de Lúcifer —, esmagará a cabeça da serpente.