Padre Hélio Libardi. Obra: Religião também se aprende. Volume 6. 2001. Ed. Santuário. Aparecida/SP. 101p. 2ª ediçãoPÁG. 36/37:
Quanto à mediação entre Deus e os homens, na carta a Timóteo, Paulo diz: "Há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens" (Tm 2,5).
Nós, católicos, não colocamos os santos como mediadores no lugar de Jesus; eles são intercessores, modelos de quem conseguiu viver o Evangelho.
Não somos responsáveis pelo exagero de alguns que se expressam mal com sua devoção aos santos e imagens. Tudo vai depender da significação que damos ao que fazemos.
Por volta do ano 100 d.C., aparece o culto aos mártires. Os cristãos reuniam-se ao redor do túmulo de um mártir para celebrar o dia de seu martírio, considerado o dia de seu nascimento.
No começo a lembrança do mártir era celebrada apenas onde ele viveu, com o tempo a devoção espalhou-se para outros lugares conforme os favores que recebiam, ou a devoção de algumas famílias.
São Policarpo foi, pelo que consta, o primeiro mártir a receber o culto de sua comunidade de Esmirna, antes da proclamação oficial da Igreja; isso porque antes era a comunidade que declarava seus santos.
Hoje a Igreja oficializou o culto aos santos. Antes de declarar alguém santo, a Igreja faz um exame acurado e cuidadoso da vida dessa pessoa.
Ela quer apresentar alguém que tenha vivido o Evangelho de forma exemplar.
[...] Hoje principalmente os mártires modernos têm muito a nos dizer, porque apostaram tudo no Evangelho e não tiveram medo de perder a vida para testemunhar sua fé e sua luta pelo Reino.
São modelos de pessoas que tiveram um ideal e lutaram para vencer a situação de injustiça, pobreza generalizada, principalmente na América Latina.
Há pessoas que não acham importante o culto aos santos, embora isso faça parte de nossa cultura; mesmo assim os santos não deixam de ter sua importância e significado para nós. Mas tudo tem seu limite e seu tamanho.