Joseph Ernest Renan (1823-1892). Obra: "Vida de Jesus. In: Coleção obra-prima de cada autor. Ed. Martins Claret. São Paulo, 2003. 528p." (pág. 431/432)“Mais tarde, já preso por determinação de Herodes Antipas, João manda alguns discípulos a Jesus para saber se era ele o Messias ou se deviam esperar por um outro (Lc 7,19). Jesus indica os sinais que está realizando, mantendo no entanto reserva em declarar-se o Messias. O epíteto seria ambíguo na época, pois não existia um conceito único do seu significado, de acentuada conotação política (Flávio Josefo menciona vários revolucionários, membros do partido dos zelotas, que se diziam messias).
Jesus prefere a designação de Filho do Homem, mencionada cerca de trinta vezes pelos Evangelhos sinópticos, cuja origem parece estar no livro de Daniel (7,13), como símbolo de um ser super-humano, celeste, juiz escatológico e cósmico. Essas imagens são confirmadas pelo próprio Jesus, conforme Marcos (8, 18; 14,26), Mateus (19,28), e Lucas (22,28-30).”