Padre Paulo RicardoNo vídeo abaixo, o Padre Paulo Ricardo explica que a Teologia da Libertação não é um ideia, mas uma nova forma de pensar a fé, uma nova interpretação do cristianismo como um todo. Para os teólogos da libertação, devem ser abolidos todos os dogmas da Igreja, pois não existe o sentido anagógico, divino, transcendente, místico e espiritual da fé. Para eles, tudo deve ser imanente, ter uma aplicação na vida real, na prática. Assim, seus defensores negam que Jesus tenha feito milagres, uma vez que "a ciência moderna já demonstrou que milagres não existem". Portanto, a cura do leproso por parte de Jesus não foi um milagre, mas, apenas, a reintegração de uma pessoa excluída à sociedade. A multiplicação dos pães foi só uma demonstração de que devemos partilhar nossos bens uns com os outros. Os exorcismos foram só a cura de uma doença, não a expulsão de demônios. O Batismo é só uma conscientização de que "já somos" filhos de Deus. A Eucaristia não é a presença real de Cristo, mas, também, somente uma partilha. Jesus não ressuscitou, mas a sua causa em defesa dos pobres deve ser mantida viva em nossos corações. Para a referida teoria, o cristianismo não deve ser visto como um caminho para a salvação após a morte, mas um mecanismo de transformação social. É o materialismo marxista, que, inclusive, conta com defensores dentro da própria Igreja católica. Mas há um documento da Igreja, intitulado
Libertatis Nuntius que condena veementemente a Teoria da Libertação inspirada no maxismo. Por outro lado, pode-se dizer que há uma "Teoria da Libertação boa", não marxista, que é a Doutrina Social da Igreja. Infelizmente, porém, ninguém a põe em prática.
Clique aqui para ver o documento da Igreja Libertatis Nuntius, que condena a Teoria da Libertação inspirada no maxismo
Clique aqui para ver a Doutrina Social da Igreja
Padre Paulo RicardoNo vídeo abaixo, o Padre Paulo Ricardo explica que, na visão dos teólogos da libertação, não existe uma verdade absoluta, tudo é relativo. O que existe é o que ajuda ou atrapalha a revolução, a luta de classes. Para entendê-los, é necessário pensar de trás para a frente, como eles fazem: primeiro, estabelece-se o objetivo final (destruir o sistema a qualquer custo), depois, montam-se os argumentos necessários. E se esses argumentos não convencerem, inventam-se outros, mesmo que haja contradições entre eles. É o primado da ‘praxis’ sobre a teoria. Para os teólogos da libertação marxistas, o cristianismo é o ópio do povo porque quando se promete uma vida no céu, as pessoas abandonam a luta de classes. Portanto, qualquer argumento serve para atingir os objetivos, tais como o argumento da ecologia, do feminismo, dos direitos dos gays etc, pois o importante é onde se quer chegar, mesmo que precise se infiltrar nas religiões (se passando por padres ou pastores), porque não importa os meios. A teologia da libertação é a teologia a serviço do partido.