Emanuele Giulietti, História do Rosário. 2014. Ed. Paulus, São Paulo/SP. 87p. (Pág. 53/54) São Pio V (1504-1572) foi o primeiro "papa do rosário". Sua Bula
Consueverunt Romani Pontifices, de 17 de setembro de 1569, codificou aquela forma de recitação do rosário que chegou até nós: pode ser considerada a
magna charta do rosário. Ela fala claramente de 15 pai-nossos e de 150 ave-marias (as três "coroas" que constituíam o "saltério de Nossa Senhora"). Nessa bula papal, se lê que:
O rosário ou saltério da bem-aventurada Virgem Maria é uma forma piíssima de oração a Deus; modo fácil e ao alcance de todos, que consiste em louvar a mesma beatíssima Virgem, repetindo a saudação do anjo cento e cinquenta vezes, o mesmo número dos salmos do Saltério de Davi, interpondo a cada dezena a oração do Senhor, com determinadas meditações que ilustram toda a vida do Senhor nosso Jesus Cristo (Consueverunt Romani Pontifices, n. 1).
Nesse documento, o pontífice declara, pela primeira vez, que para lucrar as indulgências do rosário
é indispensável e necessária a meditação dos mistérios. Essa declaração oficial contribui para difundir o uso já existente de inserir breves meditações sobre os mistérios durante a recitação do rosário.