Nenhum crítico moderno em seu pleno juízo acha que o pregador do Sermão da Montanha foi um deficiente mental terrível e imbecil que bem poderia estar garatujando [rabiscando] estrelas nas paredes de uma cela. Nenhum ateu ou blasfemador acredita que o autor da Parábola do Filho Pródigo foi um monstro que tivesse uma idéia louca como um ciclope que tivesse um olho. Não importa sob que ponto de vista da crítica histórica — ele deve ser posto em lugar mais alto que isso na escala dos seres humanos. Mais ainda, tendo em conta toda a analogia, devemos realmente colocá-lo em que lugar seja, mas de qualquer modo no lugar mais alto de todos. [pág. 240]
Se Cristo foi simplesmente um personagem humano, ele realmente foi um personagem humano extremamente complexo e contraditório. Pois ele combina exatamente as duas coisas que estão nos dois extremos da diversidade humana. Ele foi exatamente o que o homem com uma alucinação nunca é; ele foi sábio; ele foi um bom juiz. O que ele dizia era sempre inesperado; mas era sempre inesperadamente magnânimo e com frequência inesperadamente razoável. [pág. 241]
Mesmo sob o aspecto puramente humano e compreensível, portanto, o Jesus do Novo Testamento me parece possuir de muitas formas a característica de algo sobre-humano; isto é, de algo humano e mais que humano. [pág. 242]