Augusto Cury (Brasil, 1958-X). Obra: "Análise da Inteligência de Cristo: o Mestre do Amor. São Paulo. Ed. Academia de Inteligência. 2002. 229p." (pág. 95)“Ao chegar ao Calvário, os soldados romanos davam uma bebida anestésica ao condenado: vinho misturado com fel e mirra. Tal bebida era um lampejo de misericórdia para com os crucificados. Ela aliviava um pouco a dor produzida pelos traumas dos cravos que lesavam músculos, nervos, fraturavam ossos e rompiam vasos sanguíneos.
[...] Por causa da dimensão da dor imposta pela crucificação, ninguém recusava a bebida anestésica. Contudo, Jesus, para espanto dos soldados, a recusou. Rejeitou o ato de misericórdia dos romanos. Por quê? Por vários motivos. Um deles é que queria se colocar como redentor da humanidade. Outro é que não queria perder a consciência em nenhum momento do seu martírio. E, ainda outro, era que almejava viver as aflições humanas até o final.
[...] Jesus não queria estar sonolento e confuso no ato da crucificação. Conservou sua lucidez antes e durante o seu martírio. Até a última batida do seu coração, o mestre da vida estava plenamente consciente do mundo à sua volta.”