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Bíblia Ave Maria (NT) (Apocalipse 12:16-17)

16.A terra, porém, acudiu à Mulher, abrindo a boca para engolir o rio que o Dragão vomitara. 17.Este, então, se irritou contra a Mulher e foi fazer guerra ao resto de sua descendência, aos que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus.

Bíblia Ave Maria (NT) (João 19:25-27)

25.Junto à cruz de Jesus estavam de pé sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena. 26.Quando Jesus viu sua mãe e perto dela o discípulo que amava, disse à sua mãe: “Mulher, eis aí teu filho”. 27.Depois disse ao discípulo: “Eis aí tua mãe”. E dessa hora em diante o discípulo a recebeu como sua mãe.
    Bíblia Ave Maria (NT) (Apocalipse 11:19;12:1-17)

    11:19.Abriu-se o Templo de Deus no céu e apareceu, no seu templo, a arca do seu testamento. Houve relâmpagos, vozes, trovões, terremotos e forte saraiva.

    12:1.Apareceu em seguida um grande sinal no céu: uma Mulher revestida do sol, a lua debaixo dos seus pés e na cabeça uma coroa de doze estrelas.
      [Nota: 12,1. Uma mulher: essa mãe mística é a cidade de Deus, a Jerusalém celeste. A sinagoga, em sua madureza espiritual, dá à luz a Cristo e em seguida a Igreja dá à luz os cristãos. Os seus traços adaptam-se também a nossa Senhora, à Virgem Maria: nas dores de sua “compaixão” ela dá à luz os irmãos de Jesus que formam, unidos com ele, Cristo total]
    2.Estava grávida e gritava de dores, sentindo as angústias de dar à luz.
    3.Depois apareceu outro sinal no céu: um grande Dragão vermelho, com sete cabeças e dez chifres, e nas cabeças sete coroas.
    4.Varria com sua cauda uma terça parte das estrelas do céu, e as atirou à terra. Esse Dragão deteve-se diante da Mulher que estava para dar à luz, a fim de que, quando ela desse à luz, lhe devorasse o filho.
    5.Ela deu à luz um Filho, um menino, aquele que deve reger todas as nações pagãs com cetro de ferro. Mas seu Filho foi arrebatado para junto de Deus e do seu trono.
    6.A Mulher fugiu então para o deserto, onde Deus lhe tinha preparado um retiro para aí ser sustentada por mil duzentos e sessenta dias.
    7.Houve uma batalha no céu. Miguel e seus anjos tiveram de combater o Dragão. O Dragão e seus anjos travaram combate,
    8.mas não prevaleceram. E já não houve lugar no céu para eles.
    9.Foi então precipitado o grande Dragão, a primitiva Serpente, chamado Demônio e Satanás, o sedutor do mundo inteiro. Foi precipitado na terra, e com ele os seus anjos.
      [Nota: 12,9. A Serpente: a mesma do Gênese que seduziu Eva no paraíso terrestre]
    10.Eu ouvi no céu uma voz forte que dizia: “Agora chegou a salvação, o poder e a realeza de nosso Deus, assim como a autoridade de seu Cristo, porque foi precipitado o acusador de nossos irmãos, que os acusava, dia e noite, diante do nosso Deus.
    11.Mas estes venceram-no por causa do sangue do Cordeiro e de seu eloquente testemunho. Desprezaram a vida até aceitar a morte.
    12.Por isso alegrai-vos, ó céus, e todos que aí habitais. Mas, ó terra e mar, cuidado! Porque o Demônio desceu para vós, cheio de grande ira, sabendo que pouco tempo lhe resta”.
    13.O Dragão, vendo que fora precipitado na terra, perseguiu a Mulher que dera à luz o Menino.
    14.Mas à Mulher foram dadas duas asas de grande águia, a fim de voar para o deserto, para o lugar de seu retiro, onde é alimentada por um tempo, dois tempos e a metade de um tempo, fora do alcance da cabeça da Serpente.
      [Nota: 12,14. Um tempo: os três anos e meio do v. 6]
    15.A Serpente vomitou contra a Mulher um rio de água, para fazê-la submergir.
    16.A terra, porém, acudiu à Mulher, abrindo a boca para engolir o rio que o Dragão vomitara.
    17.Este, então, se irritou contra a Mulher e foi fazer guerra ao resto de sua descendência, aos que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus.
      [Nota: 12,17. A sua descendência: os irmãos de Jesus, todos os cristãos]

Scott Hahn. Obra: "Salve, Santa Rainha - A mãe de Deus na palavra de Deus. Ed. Cleófas. 2015." (pág. 31/32)

“Toda família precisa de uma mãe; somente Cristo pôde escolher a Sua própria, e Ele escolheu providencialmente para toda a família da aliança. Agora, tudo o que Ele tem, Ele compartilha conosco. Sua vida divina é nossa; Sua Casa é a nossa casa; Seu pai é nosso pai; Seus irmãos são nossos irmãos; e Sua mãe é nossa mãe também. Uma família está incompleta sem o amor materno. [...] Os Apóstolos sabiam disso, e por esse motivo ficaram reunidos com Maria, em Jerusalém, no dia de Pentecostes. As primitivas gerações cristas sabiam disso, razão pela qual pintaram a imagem de Nossa Senhora nas catacumbas e a ela dedicaram várias igrejas.”

Scott Hahn e Kimberly. Obra: "Todos os Caminhos Levam a Roma. Ed. Cleofas. 6ª edição. 2015." (pág. 194/195)

[Kimberly:] Dave, um amigo de Milwaukee, telefonou-me uma noite para ver se podíamos falar sobre o que ainda me impedia de me converter ao catolicismo. Disse-lhe que o problema era ainda não saber se Maria era ou não a minha mãe espiritual. Ele disse: — O que é que pensa do capitulo 12 do Apocalipse? — Não sei. Não me lembro de ter lido. Deixe-me buscar a Bíblia. Quando voltei ao telefone, Dave explicou-me: — Esse capítulo trata de quatro personagens principais que travam uma batalha. Embora sejam símbolos de certos grupos de pessoas, a verdade é que são também pessoas específicas. A mulher com o filho varão é Maria com Jesus. Leia o versículo 17: "Furioso contra a Mulher, o dragão foi fazer a guerra ao resto dos seus filhos os quais guardam os mandamentos de Deus, e dão testemunho de Jesus".Fiquei perplexa. Como podia ter omitido esta passagem no meu estudo sobre Maria? Tinha que admitir: — Suponho que significa que, se eu der testemunho de Jesus e guardar os seus mandamentos, então espiritualmente ela é minha mãe. Puxa! Maria é uma "donzela guerreira" que combate por meio da sua maternidade. Sentia-me identificada com isso.
Esta passagem ajudava a compreender por que razão ao pé da Cruz, quando estava em plena agonia, segundo relata São João 19, 26-27: "Jesus viu a sua mãe e o discípulo que amava, e disse à sua mãe: «Mulher, eis aí o teu filho!" Depois disse ao discípulo: «Eis aí a tua mãe!» E a partir daquele momento o discípulo a recebeu em sua casa". Baseando-se nesta passagem, a Igreja Católica ensina que a oferta que o Senhor fez de Maria ao discípulo amado era uma prefiguração deste mesmo dom de Maria a todos os seus discípulos amados.



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