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Ressurreição dos mortos

 Quando será a ressurreição dos mortos?

Catecismo da Igreja Católica

"Item 1001. Quando? Definitivamente no último dia» (Jo 6, 39-40.44.54; 11, 24), «no fim do mundo» (578). Com efeito, a ressurreição dos mortos está intimamente associada à Parusia de Cristo: «Ao sinal dado, à voz do arcanjo e ao som da trombeta divina, o próprio Senhor descerá do céu e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro» (1 Ts 4, 16)."

Didaqué (80-90 d.C.). Obra: "Patrística: Padres Apostólicos. São Paulo. Ed. Paulus. 1995." [Instrução dos Doze Apóstolos - catecismo primitivo] (pág. 359/360)

“Vigie sobre a vida uns dos outros. Não deixe que sua lâmpada se apague, nem afrouxe o cinto dos rins. Fique preparado porque você não sabe a que horas nosso Senhor chegará. Reúna-se com frequência para que, juntos, procurem o que convém a vocês; porque de nada lhe servirá todo o tempo que viveu a fé se no último instante não estiver perfeito. De fato, nos últimos dias se multiplicarão os falsos profetas e os corruptores, as ovelhas se transformarão em lobos e o amor se converterá em ódio. Aumentando a injustiça, os homens se odiarão, se perseguirão e se trairão mutuamente. Então o sedutor do mundo aparecerá, como se fosse o Filho de Deus, e fará sinais e prodígios. A terra será entregue em suas mãos e cometerá crimes como jamais foram cometidos desde o começo do mundo. Então toda criatura humana passará pela prova de fogo e muitos, escandalizados, perecerão. No entanto, aqueles que permanecerem firmes na fé serão salvos por aquele que os outros amaldiçoam. Então aparecerão os sinais da verdade: primeiro, o sinal da abertura no céu; depois, o sinal do toque da trombeta; e, em terceiro, a ressurreição dos mortos. Sim, a ressurreição, mas não de todos, conforme foi dito: "O Senhor virá e todos os santos estarão com ele". Então o mundo assistirá o Senhor chegando sobre as nuvens do céu. ”

Justino de Roma (100-165 d.C.). Obra: "I Apologia (155 d.C.) in Patrística: Padres Apologistas:. Vol. 2. Ed. Paulus. São Paulo. 1995. 324p." (pág. 67)

“Assim é que os profetas anunciaram duas vindas de Cristo: uma, já cumprida, como homem desonrado e passível, a segunda, quando virá dos céus acompanhado de seu exército de anjos, quando ressuscitará também os corpos de todos os homens que existiram, revestirá de incorruptibilidade os que forem dignos, e enviará os iníquos, com percepção eterna, ao fogo eterno, junto com os perversos demônios. Vamos mostrar como foi profetizado que isso deverá acontecer. Foi o profeta Ezequiel quem disse assim. "Unir-se-á juntura com juntura, osso com osso, e as carnes voltarão a brotar. E todo joelho se dobrará diante do Senhor e toda língua o confessará" [Ez 37,7; Is 45,23, cf Rm 14,11]. Escutai o que foi dito sobre a percepção e o tormento em que se encontrarão os injustos. É o seguinte: "Seu verme não descansará e seu fogo não se extinguirá" [Is 66,24]. Então eles se arrependerão, quando de nada mais lhes valerá. Sobre o que dirão e farão os povos dos judeus, quando o virem vir em glória, o profeta Zacarias disse esta profecia. "Mandarei que os quatro ventos reúnam meus filhos dispersos, ordenarei ao vento norte que os traga e ao vento sul que não se oponha. Então haverá grande choro em Jerusalém, não pranto de bocas e lábios, mas pranto de coração; não rasgarão suas roupas, mas suas almas. Cada tribo baterá no peito, olharão aquele que transpassaram e dirão: Por que, Senhor, nos desviaste de teu caminho? A glória que nossos pais bendisseram converteu-se em opróbrio para nós. [Zc 2,6; 12, 10-12; Jl 2,13]".”

Santo Ireneu, Bispo de Lião (140-200 d.C.). Obra: "Patrística: Padres Apologistas. Vol. 4. Ed. Paulus. São Paulo. 1995. 624p."

Escatologia Cristã (189-198 d.C.) “...assim no fim, ao som da última trombeta, à voz do Senhor, ressuscitarão os mortos, como ele mesmo diz: “Virá a hora em que todos os mortos que estão nos sepulcros ouvirão a voz do Filho do homem e sairão, os que fizeram o bem, para a ressurreição de vida, e os que fizeram o mal para a ressurreição de condenação”. [pág. 550]

Escatologia Cristã (189-198 d.C.) “Nenhum discípulo é superior ao mestre, mas todo discípulo será perfeito como o seu mestre”. Como o nosso Mestre não voltou logo para o céu, mas esperou o tempo da sua ressurreição, estabelecido pelo Pai e indicado pela história de Jonas, e ressuscitando depois de três dias, foi assunto ao céu; assim nós devemos esperar o momento da nossa ressurreição estabelecido pelo Pai e prenunciado pelos profetas. Então, ressuscitando, serão levados ao céu os que, entre nós, o Senhor julgará dignos.” [pág. 602/603]

Frei Boaventura Kloppenburg, O.F.M.. (Alemanha – 1919-2009). Obra: "Espiritismo: orientação para os católicos. São Paulo. Edições Loyola. 1989. 2ª edição. 203p." (pág. 189)

“O germe da imortalidade corporal já está em nós pela Eucaristia: "Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna e eu o ressuscitarei no último dia" (Jo 6,54). Esta última palavra de Jesus já indica também o tempo da ressurreição: "No último dia", ou, como víamos no texto de são Paulo, "por ocasião da sua vinda" (1 Cor 15,23), expressão que designa a gloriosa vinda de Cristo no seu dia (cf. 1Cor 1,8), no fim dos tempos (cf. Mt 24,3).”

Frank J. Sheed (Austrália, 1897-1982). Obra: "Um mapa para a vida: uma explicação simples da fé católica. Editora Quadrante. São Paulo. 2016. 137p." (pág. 135)

Jesus Cristo Nosso Senhor está presente no Céu com o seu corpo, de forma que aparece sentado à direita do Pai com a sua natureza íntegra e perfeita, isto é, não somente alma, mas união de corpo e alma. O seu corpo é o corpo natural, glorificado. O corpo sem sofrimento nem deformidade já não é um véu que oculta a alma, mas agora, como se fosse translúcido, deixa que brilhe ainda mais radiante a alma que mora nele. Nossa Senhora está também presente corporalmente no Céu. Assim afirma a doutrina da Assunção. Mas as almas do Céu devem esperar o Ultimo Dia para se reunirem aos seus corpos.”



Obs.: As expressões no texto entre colchetes ou parêntesis destacadas na cor azul não fazem parte do original.