Scott Hahn. Obra: "O Banquete do Cordeiro - A missa segundo um convertido. Editora Cleófas. Edições Loyola. São Paulo. Brasil. 2014."“O julgamento, então, não é um processo legalista e impessoal. É uma questão de amor, e algo que escolhemos por nós mesmos. Nem o castigo é ato de vingança. As "maldições" divinas não são expressões de ódio, mas de amor e educação paterna. Como o unguento medicinal, provocam dor a fim de curar. Impõem sofrimento terapêutico, reconstituinte e redentor.
A ira de Deus é expressão de seu amor por seus filhos desobedientes. Deus é amor (1 Jo 4,8), mas seu amor é fogo abrasador (Hb 12,29), que os pecadores obstinados acham insuportável. A paternidade de Deus não diminui a severidade de sua ira nem rebaixa o padrão de sua justiça. Ao contrário, o pai amoroso exige mais dos filhos do que os juízes exigem dos acusados. O bom pai, porém, também mostra misericórdia maior.”
[pág. 100]“...para um cristão praticante, até os desastres são bons, pois servem para nos purificar de nosso apego a este mundo. Talvez só quando vamos à falência paramos de nos preocupar com dinheiro. Só quando somos abandonados pelos amigos paramos de tentar impressioná-los. Quando o dinheiro acaba, voltamos à única coisa que ninguém tira: nosso Deus. Quando nossos amigos nos viram as costas, voltamo-nos, finalmente, para o Amigo constante aquele que não conseguimos impressionar porque ele nos conhece por inteiro.”
[pág. 105]