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Sofrimento (tragédia, desgraça, catástrofe, tentação, tribulação, provação, tormento, penitência)

 O Senhor castiga aos que ama para que não sejam entregues ao castigo eterno

Carta de Clemente aos Coríntios (81-98 d.C.). Obra: "Patrística: Padres Apostólicos. São Paulo. Ed. Paulus. 1995." [catecismo primitivo] (pág. 62/63)

“Com efeito, assim se exprime a palavra santa: “O Senhor me corrigiu e tornou a me corrigir, para não me entregar à morte”. “O Senhor corrige os que ama, e castiga todo filho que lhe é aceito”. Disse também: “Que o justo me corrija com misericórdia e me acuse, mas que o óleo dos pecadores não unja a minha cabeça”. E diz mais: “Feliz o homem a quem o Senhor não acusa; ele não recusa a advertência do Todo-poderoso, que o faz sofrer, mas depois o restabelece; ele fere, mas as suas mãos curam. [...] Veja, caríssimos, como o Senhor protege aqueles que ele corrige. Como bom pai, ele nos corrige, tendo misericórdia de nós com a sua santa correção.”

Santa Faustina (1905-1938). Obra: "Santa Ir. Maria Faustina Kowalska, Diário, A Misericórdia Divina na minha alma. 41ª edição. Ed. Apostolado da Divina Misericórdia. Curitiba - PR. 2015. 493p." (pág. 141)

“Ó meu Deus, até nos castigos que infligis à terra eu reconheço o abismo da Vossa misericórdia, porque castigando-nos aqui na terra, livrai-nos do castigo eterno. Alegrai-vos, todas as criaturas, porque estais mais próximas de Deus na Sua infinita misericórdia do que o bebê junto ao coração de sua mãe.”

Scott Hahn. Obra: "O Banquete do Cordeiro - A missa segundo um convertido. Editora Cleófas. Edições Loyola. São Paulo. Brasil. 2014.​​"

“O julgamento, então, não é um processo legalista e impessoal. É uma questão de amor, e algo que escolhemos por nós mesmos. Nem o castigo é ato de vingança. As "maldições" divinas não são expressões de ódio, mas de amor e educação paterna. Como o unguento medicinal, provocam dor a fim de curar. Impõem sofrimento terapêutico, reconstituinte e redentor. A ira de Deus é expressão de seu amor por seus filhos desobedientes. Deus é amor (1 Jo 4,8), mas seu amor é fogo abrasador (Hb 12,29), que os pecadores obstinados acham insuportável. A paternidade de Deus não diminui a severidade de sua ira nem rebaixa o padrão de sua justiça. Ao contrário, o pai amoroso exige mais dos filhos do que os juízes exigem dos acusados. O bom pai, porém, também mostra misericórdia maior.” [pág. 100]

“...para um cristão praticante, até os desastres são bons, pois servem para nos purificar de nosso apego a este mundo. Talvez só quando vamos à falência paramos de nos preocupar com dinheiro. Só quando somos abandonados pelos amigos paramos de tentar impressioná-los. Quando o dinheiro acaba, voltamos à única coisa que ninguém tira: nosso Deus. Quando nossos amigos nos viram as costas, voltamo-nos, finalmente, para o Amigo constante aquele que não conseguimos impressionar porque ele nos conhece por inteiro.” [pág. 105]




Obs.: As expressões no texto entre colchetes ou parêntesis destacadas na cor azul não fazem parte do original.