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Dogmas marianos, Atributos e Títulos de Nossa Senhora
       Rainha do Céu, da Terra, dos Anjos e dos Santos, Rainha-Mãe

 A prefiguração da Rainha-Mãe no Antigo Testamento e o papel de Intercessora: assim como Betsabé (Rainha-Mãe do rei Salomão, filho de Davi), Maria foi coroada Rainha-Mãe, ao lado de seu filho Jesus

Alex C. Jones Jr. (EUA – 1941-2017). Obra: "Não tem preço, Um pastor pentecostal e a esposa narram a sua conversão ao catolicismo. São Paulo. Ed. Quadrante. 2014. 251p."

Testemunho de Donna, esposa do Pastor Alex Jones: “Havia pouco tempo que tínhamos participado de uma conferência católica na Universidade Franciscana de Steubenville, e eu ainda não conseguia entender o motivo de haver ali, e em outras igrejas católicas que visitáramos, várias estátuas de Maria com uma coroa na cabeça. Alex explicou-me o costume judaico de sempre entronar a rainha-mãe ao lado do filho, visto que os reis tinham muitas esposas. Esperava-se, portanto, que Maria assumisse o lugar de direito ao lado do Filho, como todas as rainhas anteriores.[pág. 227]

“O Senhor me fez ver que, quando olhamos a Bíblia, encontramos na Mãe Maria um perfeito exemplo. O Senhor A exaltou. Ele me mostrou que Ela é a verdadeira Rainha-mãe da Igreja. No Apocalipse, como era hábito entre os judeus, Ela aparece sendo coroada. Foi assunta ao Céu para sentar-se no trono ao lado do seu Filho.” [pág. 229/230]

Scott Hahn. Obra: "Salve, Santa Rainha - A mãe de Deus na palavra de Deus. Ed. Cleófas. 2015."

“Nos dias mais gloriosos da antiga Aliança, as doze tribos estariam, de fato, unidas, e prestariam obediência a uma figura real feminina; e esta figura certamente prenuncia a mulher que encontramos no Apocalipse.” [pág. 65]

“Essa mesma chave de interpretação de Davi destrava os mistérios da "mulher" no livro do Apocalipse. Ela é coroada com doze estrelas, representando as doze tribos de Israel, porque vai guiar o rei Davi. Ela é ameaçada pelo dragão por causa dos aliados da serpente, a casa de Herodes, que iriam colocar-se contra o reinado da casa de Davi e do sucessor de Davi.
Finalmente, a monarquia davídica completa a ligação entre o Adão Original e Eva, que pecaram, com o Novo Adão e a nova Eva, que os sucederam e trouxeram a redenção para todo o género humano.” [pág. 69]


Scott Hahn. Obra: "Salve, Santa Rainha - A mãe de Deus na palavra de Deus. Ed. Cleófas. 2015." (pág. 66, 69)

Historicamente, tudo aconteceu como o povo via em torno deles para os modelos de governos. Lembre-se de que eles queriam um rei, a fim de ser "como todas as nações". Assim, seguindo os modelos dos povos vizinhos, eles estabeleceram uma dinastia, um sistema de leis, uma corte real e uma Rainha-Mãe. Encontramos isso em Israel no início da dinastia davídica. O primeiro sucessor de Davi, Salomão, reina com sua mãe, Betsabá à sua mão direita. A Rainha-Mãe de Israel, ou gebirah ("a grande dama"), aparece, em seguida, no decorrer da história da monarquia, até seu fim. Quando Jerusalém cai nas mãos da Babilônia, encontramos os invasores deportando o rei Joaquim e também sua mãe, Neústa, a qual é citada em destaque, diante das esposas do rei (2Rs 24, 15; ver também Jr 13,18). Entre Betsabá e Neústa havia muitas rainhas-mães. Algumas trabalharam para o bem, outras não; mas nenhuma era uma simples figura decorativa. Gebirah era mais do que um título; era uma função com autoridade real. Considere a seguinte cena no início do reinado de Salomão: "Então Betsabá foi ao rei Salomão para lhe falar sobre Adonias. O rei se levantou para recebê-la e se inclinou diante dela. Depois se assentou no trono, mandou trazer um trono para a sua mãe, e Betsabá se sentou à sua direita" (1Rs 2, 19). Essa curta passagem nos traz considerações implícitas sobre o protocolo e o poder de estrutura da corte de Israel. Inicialmente, vemos que a Rainha-Mãe se aproximava de seu filho a fim de falar-lhe em nome de outra pessoa. Isso nos confirma o que já sabemos sobre as rainhas-mães nas outras culturas do Oriente Médio. Vemos no épico de Gilgamesh, por exemplo, que a Rainha-Mãe, na Mesopotâmia, foi considerada uma intercessora, ou advogada, do povo.Em seguida, percebe-se que Salomão se levantou de seu trono quando sua mãe entrou no recinto. Isso dá um destaque ao assunto sobre o qual a Rainha-Mãe queria tratar com o rei. Qualquer outra pessoa que viesse à presença do rei deveria seguir o protocolo, mesmo suas mulheres deveriam curvar-se diante dele (1 Rs 1, 16). Contudo, Salomão se levanta para honrar Betsabá, mostrando mais respeito por ela ao curvar-se e lhe dar o lugar de maior honra, ao seu lado direito. [...] Inicialmente, seu poder e autoridade [de Salomão] não são, de forma alguma, ameaçados por ela. Ele se curva para ela, mas continua sendo o rei. Ela senta-se à sua direita e não ao contrário.É evidente, no entanto, que ele vai honrar seus pedidos não devido a alguma obrigação legal de obediência, mas, sim, por amor filial. Até o momento dessa cena em particular, Salomão tinha claramente um histórico de ceder aos desejos de sua mãe. Quando Adonias primeiro se aproxima de Betsabá para solicitar sua intercessão, ele diz: "Peça ao Rei Salomão; ele não vai lhe recusar". Embora tecnicamente Salomão seja superior a Betsabá, na ordem da natureza do pedido e do protocolo ele permanece sendo seu filho. Ele contava com ela, também, para ser sua maior conselheira para alertá-lo e instruí-lo de uma maneira que, talvez, em poucos assuntos ele tivesse a coragem de decidir. O capítulo 31 do livro dos Provérbios fornece um caso impressionante de quão seriamente um rei considerou o conselho da Rainha-Mãe. Apresentado como "as palavras de Lamuel, rei de Massa, que lhe foram ensinadas por sua mãe", o capítulo prossegue dando instruções substanciais práticas no governo. Não estamos falando aqui de sabedoria popular. Como uma conselheira política e até estrategista, uma advogada para o povo e uma pessoa que poderia ser considerada com franqueza, a Rainha-Mãe era única na sua relação com o rei. [pág. 66]

Como o primeiro sucessor de Davi reinou ao lado de sua Rainha-Mãe, assim também o faria o seu último e eterno sucessor [Jesus]. A monarquia de Davi encontra seu perfeito cumprimento no reinado de Jesus Cristo — e nunca houve um reino de Davi sem uma rainha davídica: a mãe do próprio rei, a Rainha-Mãe.Somente com essa chave de entendimento de Davi, nós poderemos desvendar os mistérios, por exemplo, das bodas de Caná. Maria se aproxima de seu filho para interceder pelas pessoas, exatamente como Betsabá falara com Salomão em nome de Adonias. [pág. 69]


Scott Hahn. Obra: "Razões para crer – Como entender, explicar e defender a Fé Católica. Ed. Cleófas. 1ª edição. 2015." (pág. 171)

“Maria aparece como a Rainha-Mãe quando aconselha seu filho rei (Jo 2,3), quando defende a causa de seus súditos, quando recebe os dignitários estrangeiros com ele (Mt 2,11), e quando se encontra com Sua corte real de doze ministros, os Apóstolos (Jo 19,25; At 2,14).”

Roberto Andrade Tannus. Obra "Conhecendo Melhor a Fé Católica.  Ed. Gólgota. 8ª edição. Goiânia, 2018. 190p."

[pág. 143/144:]

Maria está, com toda a certeza, incluída neste rol deste povo sacerdotal e régio que a Escritura descreve. O rei Salomão colocou Bate-Seba (Também chamada de Betsabé) em um trono ao lado dele, quando começou o seu reinado:
    Assim foi Bate-Seba ao rei Salomão, a falar-lhe por Adonias; e o rei se levantou a encontrar-se com ela, e se inclinou diante dela; então se assentou no seu trono; e fez por uma cadeira para a sua mãe, e ela se assentou à sua direita. Então disse ela: Só uma pequena petição te faço: não me rejeites. E o rei disse: Pede, minha mãe, porque não te negarei. (1RS 2,19-20)

A intercessão de Bate-Seba (ou Betsabé) diante do rei Salomão se revestia de importância tal, que o rei lhe disse que não poderia negar o seu pedido. Bete-Seba foi colocada em um trono ao lado do rei Salomão. Mãe de rei é rainha — rainha-mãe. O governante era Salomão, ele era quem determinava tudo no seu reino; porém, Bate-Seba (ou Betsabé) tinha um lugar de honra no seu reino, uma função de intercessora.
Maria foi a primeira que intercedeu junto a Jesus, arrancando-lhe o milagre de Caná da Galiléia (Jo 2), mesmo o Senhor tendo dito a ela: "Ainda não é chegada a minha hora". Maria antecipou a hora de Deus. Ao apresentar as necessidades do casal de Caná da Galiléia, ela não incomoda o Senhor, mas sensibiliza o doce coração do Mestre. Ao apresentar a situação difícil, ciente está de que Seu Filho tem o poder de tudo harmonizar ("Fazei tudo o que Ele vos disser" - Jo 2,5). Diante da necessidade urgente apresentada pela Mãe, Jesus realiza a transformação da água em vinho.



Obs.: As expressões no texto entre colchetes ou parêntesis destacadas na cor azul não fazem parte do original.