Scott Hahn. Obra: "Salve, Santa Rainha - A mãe de Deus na palavra de Deus. Ed. Cleófas. 2015."“
Os documentos que evidenciam a Assunção datam já do século IV, e logo dois séculos depois, a doutrina e o dia da festa já tinham sido universalmente estabelecidos na Igreja. Não há nenhuma evidência de que tal ensinamento era seriamente contestado ou disputado durante o período da Patrística;
nem qualquer igreja ou cidade teve a pretensão de possuir relíquias da Santíssima Virgem. Isso, em si, é bastante notável. Na Igreja primitiva, as cidades e algumas igrejas competiam entre si pela posse dos ossos de grandes apóstolos e mártires.
Se os ossos de Maria tivessem permanecido na terra, é claro que teriam sido um grande prêmio. A busca de Suas relíquias e sua transferência de cidade em cidade teriam sido bem registradas na história.
Novamente, porém, tal registro histórico não mostra qualquer sinal de um relicário de Maria, à exceção de seu túmulo vazio (e duas cidades afirmam ter esse troféu!).”
[pág. 85]”...em toda a sua história, a Igreja nunca tinha venerado uma sepultura como sendo o lugar do descanso final do corpo de Maria.
[...] não era no século VI que a suposição fez a sua estreia no campo histórico-documental, mas até lá deparamos com o tema estabelecido e desenvolvido,
com seu próprio dia de festa, hinos e literatura. Quando o imperador decretou que era uma festa universal, não havia sequer um indício de resistência ou controvérsia.”
[pág. 116]