Scott Hahn e Kimberly. Obra: "Todos os Caminhos Levam a Roma. Ed. Cleofas. 6ª edição. 2015." (pág. 191/192) [Kimberly:] Uma das aulas lançou um pouco de luz sobre um tema incómodo: os quadros e as imagens de Jesus, de Maria e dos santos. Perguntei: -
Por que se permitem e até se estimulam as imagens, se um dos Dez Mandamentos condena fabricar ídolos e prostrar-se diante deles? O padre Memenas respondeu com outra pergunta. — Kimberly, você tem em sua casa fotografias de família? — Sim. — Por quê? O que é que representam para você? —
As fotografias me lembram todas as pessoas maravilhosas que eu amo: pais, irmãos, filhos... — Kimberly, o que é que você ama, as fotografias ou as pessoas que representam? — Claro que as pessoas. - Pois essa é a função das imagens e dos quadros: elas nos recordam esses maravilhosos irmãos e irmãs que partiram antes de nós. Nós os amamos e damos graças a Deus por eles.A questão decisiva não é se as imagens devem existir ou não, uma vez que o Antigo Testamento, pouco depois de enumerar os Dez Mandamentos, dá instruções específicas acerca das imagens que se devem fazer como parte do Santo dos Santos — do jardim do Éden, e o querubim sobre o propiciatório, por exemplo.
Deus até ordenou a Moisés que fizesse uma serpente de bronze sobre uma haste, que o povo devia olhar para ser curado da praga. Ou Deus deu mandamentos contraditórios, ou
a ideia do mandamento não é tanto não ter imagens, mas sobretudo não adorá-las (como fizeram os judeus no Monte Sinai com o bezerro de ouro).