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Intercessão dos santos (Comunhão dos santos)

 O que os Santos fazem no Céu?

Scott Hahn. Obra: "Razões para crer – Como entender, explicar e defender a Fé Católica. Ed. Cleófas. 1ª edição. 2015."

“No livro do Apocalipse vemos, juntamente com São João, que havia "cento e quarenta e quatro mil, de todas as tribos do povo de Israel" (Ap 7,4).E se isso é verdade para os santos da Antiga Aliança, muito mais o será para os santos da Nova!Sabemos que os santos estão na glória. Então, é justo perguntarmos como vivem agora e quais podem ser os limites de seu conhecimento e de sua atividade. O livro do Apocalipse nos dá as respostas.João, o vidente, podia "ver" o céu porque ele havia entrado na nuvem da glória. Quando teve a visão, o Espírito havia tomado conta dele, "no dia do Senhor" (ler Ap 1,10). Em meio às hostes celestes, ele viu uma multidão de santos, os quais distinguiu em três categorias: os mártires, as virgens e os confessores. Seu primeiro encontro com os mártires é especialmente revelador:"Quando o Cordeiro abriu o quinto selo, vi debaixo do altar as vidas daqueles que tinham sido imolados por causa da Palavra de Deus e por causa do testemunho que dela tinham dado. Eles gritaram em alta voz: "Senhor, santo e verdadeiro, até quando tardarás em fazer justiça, vingando o nosso sangue contra os habitantes da terra?" Então foi dada a cada um deles uma veste branca. Também foi dito a eles que descansassem mais um pouco de tempo, até que ficasse completo o número de Seus companheiros e irmãos, que iriam ser mortos como eles" (Ap 6,9-11). [pág. 102]

Com base nesta breve passagem, o que podemos saber sobre os mártires no céu? Sabemos que se comunicam com Deus: eles clamam a Ele, e Ele os responde. Sabemos que eles têm conhecimento dos eventos na terra e que defendem a causa dos justos contra os injustos, ou seja, a causa da Igreja contra os seus perseguidores. Também sabemos que têm algum conhecimento prévio do futuro, mediante a graça de Deus; e que, portanto, sabem quais eventos vão eliminar seus companheiros de luta e seus irmãos". O que vemos no Apocalipse confirma o que lemos em Hebreus: os mártires no céu são uma “nuvem de testemunhas" ao redor dos seus irmãos cristãos na terra. Além disso, são intercessores no céu pela causa da Igreja na terra.No capítulo seguinte do Apocalipse, encontramos os confessores, aqueles "que vêm chegando da grande tribulação. Eles lavaram e alvejaram suas roupas no sangue do Cordeiro" (Ap 7,14). Aprendemos que esse grupo são os que ficam "diante do trono de Deus, servindo a Ele dia e noite em seu Templo" (v. 15). Seu serviço, é claro, é a oração, como nós aprendemos nos versículos mais adiante: "E outro Anjo se colocou perto do altar: tinha nas mãos um turibulo de ouro. Ele recebeu uma grande quantidade de incenso para ser oferecido, juntamente com as orações de todos os santos, sobre o altar de ouro, que está diante do trono. Da mão do Anjo subia até Deus a fumaça do incenso com as orações dos santos" (Ap 8,3-4). Suas poderosas orações, mediadas por anjos, sobem ao céu e têm efeitos imediatos sobre a terra: "Depois o Anjo pegou o turíbulo e o encheu com o fogo do altar; e atirou o turíbulo sobre a terra. Houve, então, trovões, clamores, relâmpagos e grande terremoto" (v. 5)Assim, mais uma vez, vemos que não só os santos estão em contato direto com Deus, mas também que este contato trata de questões da terra, cuja "conversa" tem efeito imediato e poderoso sobre os acontecimentos terrestres.Os santos recebem este poder como uma bênção de Deus. João relata uma voz que dizia: "Felizes os mortos, aqueles que desde agora morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, descansem de suas fadigas, pois suas obras os acompanham" (Ap 14,13) [pág. 103/104]




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