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Scott Hahn. Obra: "Razões para crer – Como entender, explicar e defender a Fé Católica. Ed. Cleófas. 1ª edição. 2015."

“A crucificação é uma morte lenta por asfixia intermitente, por isso Jesus não foi capaz de falar muito com eles. Cada palavra Lhe custava um sopro de Sua vida e causava imensa dor. Por esses motivos, podemos ter a certeza de que Ele mediu bem suas palavras. Entre as poucas declarações que fez na Cruz, virando-se para Sua mãe, Ele disse: "Mulher, eis aí o teu filho" — indicando o discípulo amado que estava próximo. E virando-se para João, disse: "Eis aí tua mãe!" [pág. 109]

"E a partir daquele instante," — nos relata o Evangelho — "o discípulo a levou para sua casa" (Jo 19,27). Devemos assistir com muito cuidado essa cena, pelo menos, porque foi a instrução final de Jesus antes de morrer. De certa forma, foi um último testamento. Na Cruz, João manteve-se ali como uma figura representativa, pois todos nós somos "discípulos amados" de Jesus. Daí o porque nunca ter sido mencionado seu nome durante todo o decorrer de seu Evangelho. Ele nos queria caminhando ao Seu lado, como Seus discípulos amados; cada um de nós, no lugar de João. Então, quando João recebeu Maria como sua mãe, ele a estava recebendo como nossa mãe também. A Cruz é um momento decisivo para nós, pois marca a nossa incorporação à família de Deus. Por causa da Cruz, nós compartilhamos da vida de Jesus. Somos Seus irmãos. Podemos compartilhar Sua casa no céu; podemos compartilhar Seu Pai: Deus! E então, cada um de nós, todos os Seus "discípulos amados", poderemos compartilhar Sua mãe também. Uma vez que Cristo é nosso irmão, Seu Pai é nosso Pai; Sua casa é nossa casa; e Sua mãe é nossa Mãe.” [pág. 110]




Obs.: As expressões no texto entre colchetes ou parêntesis destacadas na cor azul não fazem parte do original.