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Scott Hahn. Obra: "Razões para crer – Como entender, explicar e defender a Fé Católica. Ed. Cleófas. 1ª edição. 2015." (pág. 166)

Herodes, porém, não era judeu. Embora se mantivesse com alimentos judaicos e fizesse um show com algumas práticas religiosas, ele nascera um edomita, ou seja, pagão. Além disso, Herodes era um insano. Assassinou brutalmente três de seus próprios filhos, pois temia que estes tramassem sua saída do trono. Essa curiosa combinação de religiosidade exterior com extrema crueldade, movia César Augusto a dizer que era preferível ser um porco de Herodes a ser filho dele. Os feitiços paranoicos de Herodes, muitas vezes, terminavam com expurgos assassinatos de seus súditos. Certa vez, ele mandou crucificar ao longo de uma movimentada estrada, centenas de suspeitos de conspiração, deixando seus corpos apodrecerem lá por semanas.

Scott Hahn. Obra: "Salve, Santa Rainha - A mãe de Deus na palavra de Deus. Ed. Cleófas. 2015." (pág. 51/52)

O primeiro assassinato por ordem de Herodes foi o de sua própria esposa, depois o de seus três filhos, sua sogra, um cunhado e um tio, para não mencionarmos todas as crianças de Belém.

Augusto Cury (Brasil, 1958-X). Obra: "Análise da Inteligência de Cristo: O Mestre da Vida. São Paulo. Ed. Academia de Inteligência. 2001. 226p." (pág. 110/112)

Pelo decreto do senado romano em 40 a.C., tornou-se rei da Judéia. Em 37 a.C. casou-se com Mariana, neta do ex-rei Hircano. (...) Porém, esmagava e torturava seus inimigos. Não poupou nem sua amada esposa, Mariana. Tinha várias mulheres, mas seu coração era de Mariana, uma judia. Amava-a intensamente. Porém, Mariana rejeitava-o por ter matado muitos membros de sua família. [...]
Mariana era rejeitada por membros da família do rei. Certo dia, influenciado por falsas denúncias produzidas por seus parentes, o poderoso Herodes mais uma vez expressou ser pequeno de alma. Era diferente de Jesus, que aceitava ser abandonado, negado e traído sem nada cobrar de ninguém. Mandou assassinar a sua amada por suspeitar que ela conspirara contra ele. Herodes, conhecido como "O Grande", era infantil na capacidade de compreensão da dor humana. [...] Posteriormente, em 7 a.C., Herodes vai ainda mais longe em sua agressividade. Influenciado por um dos seus filhos gerados de outra mulher, manda matar os dois filhos que tinha com Mariana, Alexandre e Aristóbulo. O motivo era novamente uma falsa conspiração. Herodes era um rei tão frio e inumano que Augusto, o grande imperador romano, chegou a expressar que preferia ser “um dos seus suínos a ser um dos seus filhos”. Herodes não tinha descanso fora nem dentro de si. Houve, de fato, um filho que conspirou contra ele. Na reunião de julgamento, este filho derramou lágrimas e implorou a compaixão do pai, mas ele não o perdoou. Mandou assassiná-lo.


Lawrence Joffe. Obra: "A História Épica do Povo Judeu. São Paulo. 2017. Editora M.Books do Brasil. 368p." (pág. 109)

Um novo rei controverso ficou conhecido como Herodes l, o Grande (37-34 a.C.). O evangelho cristão conta sobre o "massacre dos inocentes" em sua busca por matar o recém-nascido "rei dos judeus", Jesus Cristo. Os judeus se recordaram como ele havia assassinado os rebeldes religiosos na Galileia enquanto governador. Durante seu reinado, Herodes matou 47 membros do Sinédrio da Judeia logo após sua coroação. Ele se casou com Mariane, filha da rainha asmoneia, Alexandra, mas a matou, assim como a mãe e ao irmão, e inclusive a seus dois filhos, conforme sua paranoia crescia. Herodes se considerava monarca de todos os judeus, não apenas daqueles da Judeia.



Obs.: As expressões no texto entre colchetes ou parêntesis destacadas na cor azul não fazem parte do original.