Robert Winston. Instinto humano: como os nossos impulsos primitivos moldaram o que somos hoje. São Paulo. Ed. Globo, 2006.“Claro, não quero de modo algum negar a evolução, mas a ciência não explica tudo e pretender que o faz me parece arrogante.
Talvez, em algum momento, nosso início tenha surgido graças a uma força divina. Uma coisa que está clara para mim é que apenas o conhecimento do instinto e uma visão da evolução não explicam, de modo algum, nossa existência, o modo pelo qual somos o que somos. Posso bem ser um pobre cientista, mas, para mim, pessoalmente, o universo é um projeto impressionante e lindo, de racionalidade física,
povoado de criaturas humanas que possuem uma inteligência divina. E, a meu ver, uma das coisas mais impressionantes de nosso universo que é único. Claro, pode ser que, no futuro, a cosmologia quântica e novos universos, em outros lugares, nos mostrem que isso não é bem assim.”
[pág. 410]“Aqui e agora, o que é mais convincente do ponto de vista racional — mesmo que vá contra opiniões tradicionalmente aceitas — é que
devemos tentar usar nossa inteligência, dada por Deus, para entender o mundo natural”.
[pág. 411]