Brian Greene (Estados Unidos, 1963-X). Obra: "O tecido do cosmo: o espaço, o tempo e a textura da realidade. Editora Schwarcz Ltda: Companhia das Letras, 2005."“...por mais que os físicos tenham tentado, nunca ninguém encontrou nas leis da física o que quer que seja que comprove essa sensação intuitiva de que o tempo passa. Na verdade,
um reexame de certas ideias de Einstein sobre o campo da relatividade especial proporciona evidencias de que o tempo não passa.” [pág. 158]“O presente, o passado e o futuro parecem ser de fato entidades distintas. Mas, como uma vez disse Einstein, "Para nós, físicos convictos, a distinção entre o presente e o futuro é apenas uma ilusão, ainda que persistente.”
[pág. 168]“É difícil aceitar esta descrição porque a nossa visão de mundo faz uma distinção marcada entre o passado, o presente e o futuro. Mas se observarmos com atenção esse esquema temporal que nos é familiar e o confrontarmos com os frios fatos da física moderna, o único lugar em que ele pode existir parece ser a mente humana.”
[pág. 169]“O sentimento de que o tempo passa está, contudo, profundamente entranhado na nossa experiência e permeia todo o nosso pensamento e a nossa linguagem. Tanto é assim que caímos e continuaremos a cair em descrições habituais e coloquiais que se referem ao tempo como algo que passa. Mas não confundamos linguagem e realidade. A linguagem humana é muito mais capaz de captar as nossas experiências do que de expressar a profundidade das leis da física.”
[pág. 171]“Depois de séculos de pensamentos, a única coisa que podemos fazer é retratar o espaço e o tempo como os nossos mais íntimos desconhecidos.”
[pág. 567]