C.S.Lewis (Reino Unido, 1898-1963). Obra: "Cristianismo puro e simples. 3ª edição, 2009." (pág. 174/177)“Não perca o tempo perguntando-se se você "ama" o próximo ou não; aja como se amasse. Assim que colocarmos isso em pratica, descobrimos um dos maiores segredos. Quando você se comporta com se tivesse amor por alguém, logo começa a gostar dessa pessoa. Quando faz mal a alguém de quem não gosta, passa a desgostar ainda mais dessa pessoa.
[...] Alguns escritores usam a palavra "caridade" para designar não somente o amor cristão entre os seres humanos, mas também o amor de Deus pelo homem e o amor do homem por Deus. As pessoas costumam preocupar-se mais com este último. Ouviram dizer que devem amar a Deus, mas elas não encontram esse amor dentro de si. O que devem fazer? A resposta é a mesma de antes. Aja como se você amasse.
Não fique sentado tentando fabricar esse sentimento. Pergunte a si mesmo: "Se estivesse certo de que amasse a Deus, o que eu faria?" Quando encontrar a resposta, vá e faça.
[...] O amor cristão, seja para com Deus, seja para com os homens, é um assunto da vontade. Se nos esforçarmos para obedecer à sua vontade, estamos cumprindo o mandamento "Amarás o Senhor teu Deus". Ele nos dará o sentimento do amor se assim desejar.
Não podemos criá-lo por nós mesmos nem podemos exigi-lo como se fosse um direito nosso. Porém, a grande coisa a se lembrar é que, apesar de nossos sentimentos irem e virem, o amor dele por nós não se altera. Não se desgasta por causa dos nossos pecados nem por nossa indiferença.”
Frank J. Sheed (Austrália, 1897-1982). Obra: "Um mapa para a vida: uma explicação simples da fé católica. Editora Quadrante. São Paulo. 2016. 137p." (pág. 51)“Cristo tomou os Dez Mandamentos que Deus deu ao povo de Israel uns mil e quinhentos anos antes e os resumiu em dois. Os três primeiros, que estabelecem os deveres para com Deus foram fundidos desta forma concisa: «Amarás o Senhor teu Deus». Os outros sete, que estabelecem os deveres para com o próximo, desta outra: «Amarás o teu próximo como a ti mesmo».
Se quase todos os da Lei Antiga estavam formulados como obrigações negativas («Não farás...»), os da Nova Lei são exortações positivas. Em outras palavras, todos os mandamentos enraízam-se agora num duplo amor.”