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Cristianismo

 O cristianismo não é fruto da filosofia

Joseph Ernest Renan (1823-1892). Obra: "Vida de Jesus. In: Coleção obra-prima de cada autor.  Ed. Martins Claret. São Paulo, 2003. 528p." (pág. 118)

O próprio budismo, oriundo do pensamento puro, conquistou metade da Ásia unicamente por motivos políticos e morais. Quanto às religiões semíticas, são o menos filosóficas possível. Moisés e Maomé não foram especulativos: foram homens de ação. Foi propondo ação aos seus compatriotas que eles dominaram a humanidade. Jesus, da mesma forma, não foi um teólogo, um filósofo com um sistema mais ou menos bem-estruturado. Para ser discípulo de Jesus não era necessário assinar formulário algum nem declarar nenhuma profissão de fé; bastava ligar-se a ele, amá-Io. Ele nunca discutiu sobre Deus, pois o sentia diretamente nele. O risco das sutilezas metafísicas, contra o qual o cristianismo iria se chocar a partir do século III, não foi absolutamente posto em questão pelo seu fundador. Jesus não teve dogmas nem sistema; teve uma resolução pessoal fixa que, tendo ultrapassado em intensidade qualquer outra vontade criada, ainda hoje dirige os destinos da humanidade.”



Obs.: As expressões no texto entre colchetes ou parêntesis destacadas na cor azul não fazem parte do original.