Augusto Cury (Brasil, 1958-X). Obra: "Análise da Inteligência de Cristo: o Mestre da Sensibilidade. São Paulo. Ed. Academia de Inteligência. 2000. 214p." (pág. 33)“Nietzsche disse há um século uma famosa e ousadíssima frase: "Deus está morto". Ele expressava o pensamento dos intelectuais da época, que acreditavam que a ciência resolveria todas as misérias humanas e, por fim, destruiria a fé. Provavelmente este intrépido filósofo achasse que um dia a procura por Deus seria apenas lembrada como objeto de museus e dos livros de história. Os filósofos ateus morreram e hoje são esquecidos ou pouco lembrados, mas aquele afetivo e simples carpinteiro continua cada vez mais vivo dentro dos homens.
Nada conseguiu apagar a fogueira acendida pelo semeador da Galiléia. Depois que Gutenberg inventou as técnicas modernas de imprensa, o livro que o retrata, a Bíblia, se tornou invariavelmente o maior best-seller de todos os tempos. Todos os dias, milhões de pessoas leem algo sobre ele. O mestre de Nazaré parecia ter uma simplicidade frágil, mas a história demonstra que ele sempre triunfou sobre aqueles que quiseram sepultá-lo. Aliás, o maior favor que alguém pode fazer a uma semente é sepultá-la. Jesus foi uma fagulha que nasceu entre os animais, cresceu numa região desprezada, foi silenciado pela cruz, mas incendiou a história humana.
O mestre deu um banho de Inteligência na educação moderna. Ele provocou uma revolução no pensamento humano jamais sonhada por uma teoria educacional ou psicológica.”