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Paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo
       Paixão, Crucificação e Morte de Jesus Cristo
             Crucificação

 Jesus previu a própria crucificação

Augusto Cury (Brasil, 1958-X). Obra: "Análise da Inteligência de Cristo: O Mestre da Vida. São Paulo. Ed. Academia de Inteligência. 2001. 226p." (pág. 125/126)

“As acusações feitas pelos judeus eram sérias. A pena de morte dos judeus era por apedrejamento. A crucificação era uma prática fenícia, que depois foi adotada pelos gregos e posteriormente incorporada pelo império romano. Roma só crucificava escravos e criminosos atrozes. Cristo por quatro vezes havia predito que seria crucificado. A quarta e última vez foi predita pouco tempo antes de morrer, alguns dias antes da páscoa judia. O carpinteiro de Nazaré sabia que não morreria apedrejado. E incomum alguém prever a maneira pela qual sua vida extirpada e mais incomum ainda é ver alguém, tal como Jesus, dirigir seu próprio julgamento com gestos, palavras e momentos de silêncio. A morte por apedrejamento é rápida, enquanto a dor crucificação é lenta e angustiante. Esquivou-se do apedrejamento, pois queria morrer como o mais vil dos homens. Almejava passar em todos os testes de suplício. A história de Jesus é saturada de enigmas. Nós diariamente nos desviamos da dor; ele, mostrando uma emoção inabalável, foi ao encontro dela. A liderança judia ponderou nas consequências sociais de apedrejar o mais amável e admirado dos homens de Israel. Arquitetaram, então, usar a política romana para executar a intenção escusa.”



Obs.: As expressões no texto entre colchetes ou parêntesis destacadas na cor azul não fazem parte do original.