Santa Faustina (1905-1938). Obra: "Santa Ir. Maria Faustina Kowalska, Diário, A Misericórdia Divina na minha alma. 41ª edição. Ed. Apostolado da Divina Misericórdia. Curitiba - PR. 2015. 493p."“Quando percebi como é perigoso ficar na portaria nos tempos atuais, por causa de tumultos revolucionários e do ódio que muitos malvados têm aos conventos, fui conversar com o Senhor e pedi que dispusesse as coisas de tal modo que nenhum homem mau ousasse aproximar-se da portaria. Então ouvi estas palavras: Minha filha, desde o momento em que foste para a portaria,
coloquei um querubim no portão, para o proteger; fica tranquila. Quando voltei da conversa que tive com o Senhor, vi uma nuvenzinha branca e, dentro dela, um querubim com os braços cruzados. O seu olhar era como o raio; conheci como o fogo do amor a Deus arde nesse olhar...”
[pág. 314]“Pela manhã fiz a meditação e preparei-me para a santa Comunhão, embora não devesse receber Nosso Senhor.
Quando o meu anseio e o meu amor atingiram o grau máximo, vi junto da minha cama um Serafim. Ele me deu a santa Comunhão pronunciando estas palavras: "Eis o Senhor dos anjos". — Quando recebi o Senhor, o meu espírito mergulhou no amor a Deus e no assombro. Repetiu-se isso por treze dias, embora, nunca tivesse certeza de que me traria no dia seguinte. Submetendo-me a Deus, confiava na bondade de Deus e nem ousava pensar se amanhã teria a santa Comunhão dessa maneira. O Serafim estava envolto por uma grande claridade, refletia-se nele a divinização, o amor de Deus. Tinha uma veste dourada e, por cima, uma sobrepeliz e uma estola transparentes. O cálice era de cristal, coberto por um véu transparente. Quando me ofertava o Senhor, desaparecia imediatamente.”
[pág. 404]