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Culto às Imagens (devoção)

 A Sagrada Escritura condena apenas as imagens e os cultos aos ídolos (outros deuses), mas não as imagens sacras cristãs

Irmã Lúcia (Portugal, 1907-2005). Obra "Apelos da Mensagem de Fátima. Editora Secretariado dos Pastorinhos. 4ª edição (em português de Portugal). 2007. Fátima-Portugal. 300p." (pág. 71)

Ensinamento da Irmã Lúcia: Segundo apelo da Mensagem: Adoro. A Mensagem chama-nos aqui a atenção para o primeiro mandamento da Lei de Deus: «Eu sou o Senhor, teu Deus Não terás outro deus além de Mim. Não farás para ti imagens esculpidas, nem qualquer imagem do que existe no alto dos céus ou do que existe em baixo, na terra, ou do que existe nas águas, por debaixo da terra. Não te prostrarás diante delas e não lhes prestarás culto, porque Eu o Senhor, teu Deus, sou um Deus cioso [ciumento]» (Ex 20,2-5). E diz, noutra passagem: «Prestareis culto unicamente ao Senhor, vosso Deus, e Ele abençoará o vosso pão e a vossa água; afastará a enfermidade do meio de vós» (Ex 23,25). Com esta Lei, Deus manda-nos adorar somente a Ele, porque só Ele é que é digno de ser adorado pelas Suas criaturas. Proíbe-nos fabricar ídolos com as coisas que foram criadas por Ele e que são mais impotentes do que nós: nada podem e nada valem; por isso nos proíbe prestar-lhes culto ou adoração. Mas é preciso não confundir estes ídolos, aos quais Deus aqui Se refere, com as imagens de Cristo, de Nossa Senhora e dos Santos. Nós não prestamos nem devemos prestar culto de adoração a nenhuma destas imagens. Estimamo-las apenas pelo que representam e nos recordam; como estimamos o retrato dos nossos pais, dos nossos irmãos e pessoas amigas: colocamo-los nos lugares mais dignos da nossa casa, para os vermos melhor e para que as pessoas, que nos visitam, os vejam e recordem também. As imagens de Jesus Cristo, de Nossa Senhora e dos Santos, estimamo-Ias porque nos recordam as pessoas que representam, as suas virtudes, a sua doutrina, e assim nos animamos a seguir os seus exemplos.

Jaime Francisco de Moura. Obra "Por que estes ex-Protestantes se tornaram Católicos: Testemunhos de ex-pastores e leigos que voltaram à Igreja Mãe. 1ª edição. Ed. Com Deus. São José dos Campos. 2003. 252p."

Testemunho de conversão de Padre Ceodon, um ex-Protestante: “Pois não!?! - Emendou o padre. - O senhor sabe que no Livro de Êxodo, capítulo 20, versículos de 2 a 17 e em Deuteronômio, capítulo 5, versículos de 6 a 21 estão escritos os 10 Mandamentos. Há um versículo que diz: "Não terás outros deuses diante de mim. Não farás para ti imagem esculpida de nada que se assemelhe ao que existe lá em cima, nos céus, ou embaixo na terra, ou nas águas que estão debaixo da terra. Não te prostrarás diante desses deuses e não os servirás, porque Eu, o Senhor teu Deus, sou um Deus Ciumento, que puno a iniquidade dos pais nos filhos, até a terceira e quarta geração dos que me odeiam, e faço misericórdia até a milésima geração para aqueles que me amam e guardam os meus mandamentos". Continuei: Temos também o Salmo 115 (na nossa Bíblia é o 114), que diz; "Os homens não devem fazer ídolos. Quem os fizer, tornar-se-á como eles: têm olhos, mas não vêem; tem pernas, mas não andam; têm mãos, mas não apalpam, têm boca, mas não falam". Por que o senhor adora imagem, se sabe que é errado? Lá em Aparecida, muitos católicos adoram Nossa Senhora. O senhor não poderia pegar o microfone e dizer que vão todos para o inferno se continuar fazendo isto? Gostaria que me explicasse, usando o grego e o hebraico, por favor. Padre Jonas perguntou: -Filho, o que é idolatria, para você, lá na Assembléia de Deus? Respondi: - Idolatria, padre, é quando alguém coloca alguma coisa, alguém ou alguma idéia no lugar de Deus, - E isto mesmo, no sentido grego - respondeu o padre. E continuou: Mas preste atenção no que me falou: "colocar no lugar de Deus”. Tratar, considerar, amar, adorar, servir como se aquilo fosse o próprio Deus. Filho, na Igreja Católica, não temos outro Deus, a não ser o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Os santos e nem Nossa Senhora são deuses para nós! A palavra ídolo vem do grego, êidolon, que significa ídolo. Não é uma imagem comum, mas a estátua de alguém ou alguma coisa que consideravam um deus naquela época. A Bíblia, filho, condena ídolos, mas não condena imagem.” [pág. 73]

”Você pode acompanhar um pouco através do Livro, que escrevi, chamado "A Palavra Liberta". Na página 45, você pode acompanhar que a palavra ídolo vem do hebraico "Fesél". Já as páginas 15 e 16 falam que a primeira tradução da Bíblia foi para a língua grega. Cerca de 70 ou 72 judeus, que conheciam muito bem a língua grega e as Leis, traduziram o Antigo Testamento para o grego. Ainda à pág. 45, vemos que no lugar de "Fesél", usaram a palavra "êidolon", do grego, cuja tradução é ídolo e não imagem. A pág. 44 vemos que a Bíblia faz diferença entre imagem e ídolo. Ídolo é uma imagem também, mas não uma imagem comum. É a imagem de um falso deus. [...] Na Igreja Católica, você nunca vai ouvir que Nossa Senhora é salvadora; que através de algum santo podemos alcançar o céu ou coisa desse tipo. Sabemos e confessamos que só Jesus é o Senhor! É o Único que pode salvar!” [pág. 75]


Roberto Andrade Tannus. Obra "Conhecendo Melhor a Fé Católica.  Ed. Gólgota. 8ª edição. Goiânia, 2018. 190p."

[pág. 150:]

Vamos ver na Sagrada Escritura que a proibição de se fazer imagens se restringe a ídolos. Os profetas, os escribas e os responsáveis pela ortodoxia da religião de Israel tinham um grande cuidado para com o povo, para não se misturarem com as religiões pagãs à sua volta, que cultuavam imagens e esculturas de falsas divindades. As imagens são uma forma poderosa da linguagem humana.
[pág. 151:]

A heresia de combater todos os tipos de imagem que buscam a representação de Deus e dos santos vem desde a antiguidade, sendo a principal delas, rebatida pela Igreja, a heresia dos "iconoclastas". O Concílio de Nicéia proclamava o valor das imagens como uma forma de evangelizar:
    As figuras de Cristo e dos santos, com auréolas, ainda visíveis nas catacumbas, provam que, desde os tempos mais remotos, se veneravam as imagens. Esta forma de culto tomou-se universal com a paz constantiniana, porque desde então se tinha difundido no Oriente a arte dos ícones; e era previsível que a difusão levasse a exageros a gente simples, que não distinguia entre o culto de latria (adoração) — devido só a Deus — e o culto de dulia (veneração) — devido aos "sevos de Deus"; ou que não distinguia entre o culto absoluto, que se presta à pessoa, e o culto relativo, que se presta a uma coisa, em razão da pessoa.

[pág. 152:]

Desprezar as imagens é ignorar um meio eficaz de comunicar as verdades de Deus. As imagens sacras na Bíblia nunca foram condenadas por Deus, mas muitas vezes ao longo da história do povo de Deus foram usadas com finalidade pedagógica. A Palavra de Deus proíbe a adoração dos ídolos, e não a veneração das imagens sacras.



Obs.: As expressões no texto entre colchetes ou parêntesis destacadas na cor azul não fazem parte do original.