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Paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo
       Paixão, Crucificação e Morte de Jesus Cristo
             Crucificação

 Jesus foi considerado o mais perigoso dos 3 criminosos e por isso sofreu mais

Mons. Jonas Abib (Brasil – 1936-2022). Obra: "Maria: A Mulher do Gênesis ao Apocalipse. Editora Canção Nova. 19ª edição. 2011. São Paulo. 158p." (pág. 34/36)

“Os romanos amarravam os prisioneiros uns aos outros para percorrer o caminho até a cruz. Os condenados andavam em fila, carregando cada um o pedaço transversal da cruz. As mãos eram amarradas nesse pedaço de madeira. A corda, que amarrava as mãos do que estava à frente, amarrava também os pés do prisioneiro de trás e assim por diante, um amarrado ao outro. O condenado mais perigoso era sempre crucificado no meio dos outros. Jesus foi considerado como tal. Temiam que toda aquela gente poderia chaciná-lo ou até mesmo que seus amigos intervissem. Ele, por ser o condenado mais perigoso, foi colocado no meio dos outros dois. Imagine, então: a qualquer queda ou solavanco daquele prisioneiro que estava à frente, Jesus ia ao chão. Pior ainda! Quando o de trás tropeçava, Jesus, sem defesa por estar com as mãos presas no madeiro, ia de rosto no chão. O Santo Sudário mostra que o seu rosto ficou transfigurado.
É o que está escrito em Isaías 53: “indivíduo de quem a gente desvia o olhar". Quando você se depara com um grave acidente, automaticamente fecha os olhos ou leva a mão ao rosto para não ver. Realmente, o rosto de Jesus ficou deformado, por tantas vezes que Ele, ao cair, bateu-o no chão. O Santo Sudário mostra — e os especialistas examinaram — o hematoma de um dos olhos de Jesus, que ficou como que destruído com aquelas quedas. Veja, então, tudo o que Jesus passou no caminho para ser crucificado e durante as três horas em que ficou na cruz. Foi esse corpo que Maria recebeu ao pé da cruz, nos seus braços. O que aconteceu com o corpo de Jesus é apenas um sinal, porque Ele carregou sobre si todos os nossos pecados e enfermidades. Acompanhe a narração do profeta Isaías, datada de meados do ano 700 a.C.: "Quem vai acreditar na notícia que trazemos? A quem relatar o poder do Senhor? Crescia diante dele como um broto, qual raiz que nasce da terra seca: Não fazia vista, nem tinha beleza a atrair o olhar, não tinha aparência que agradasse. Era o mais desprezado e abandonado de todos, homem do sofrimento, experimentado na dor, indivíduo de quem a gente desvia o olhar, repelente, dele nem tomamos conhecimento. Eram na verdade os nossos sofrimentos que ele carregava, eram as nossas dores, que levava às costas". (Is 53, I -4a).”



Obs.: As expressões no texto entre colchetes ou parêntesis destacadas na cor azul não fazem parte do original.