Catecismo da Igreja CatólicaItem 403. Depois de São Paulo, a Igreja sempre ensinou que a imensa miséria que oprime os homens, e a sua inclinação para o mal e para a morte não se compreendem sem a ligação com o pecado de Adão e o fato de ele nos ter transmitido um pecado de que todos nascemos infectados e que é «morte da alma» (292). A partir desta certeza de fé,
a Igreja confere o Batismo para a remissão dos pecados, mesmo às crianças que não cometeram qualquer pecado pessoal (293).
[...] 405. Embora próprio de cada um (296), o pecado original não tem, em qualquer descendente de Adão, caráter de falta pessoal. É a privação da santidade e justiça originais, mas a natureza humana não se encontra totalmente corrompida: está ferida nas suas próprias forças naturais, sujeita à ignorância, ao sofrimento e ao império da morte, e inclinada ao pecado (inclinação para o mal, que se chama concupiscência). O Batismo, ao conferir a vida da graça de Cristo,
apaga o pecado original e reorienta o homem para Deus, mas as consequências para a natureza, enfraquecida e inclinada para o mal, persistem no homem e convidam-no ao combate espiritual."
[...] 978. «No momento em que fazemos a nossa primeira profissão de fé, ao receber o santo Batismo que nos purifica,
o perdão que recebemos é tão pleno e total que não fica absolutamente nada por apagar, quer da falta original, quer das faltas cometidas de própria vontade por ação ou omissão; nem qualquer pena a suportar para as expiar [...]. Mas apesar disso, a graça do Batismo não isenta ninguém de nenhuma das enfermidades da natureza. Pelo contrário, resta-nos ainda combater os movimentos da concupiscência, que não cessam de nos arrastar para o mal» (547).
[...] 1263.
Pelo Batismo todos os pecados são perdoados: o pecado original e todos os pecados pessoais, bem como todas as penas devidas ao pecado (61). Com efeito, naqueles que foram regenerados, nada resta que os possa impedir de entrar no Reino de Deus: nem o pecado de Adão, nem o pecado pessoal, nem as consequências do pecado, das quais a mais grave é a separação de Deus.
[...] 1264. No batizado permanecem, no entanto, certas
consequências temporais do pecado, como os sofrimentos, a doença, a morte, ou as fragilidades inerentes à vida, como as fraquezas de caráter, etc., assim como uma
inclinação para o pecado a que a Tradição chama concupiscência ou, metaforicamente, a «isca» ou «aguilhão» do pecado («fomes peccati»): «
Deixada para os nossos combates, a concupiscência não pode fazer mal àqueles que, não consentindo nela, resistem corajosamente pela graça de Cristo. Bem pelo contrário, "aquele que tiver combatido segundo as regras será coroado" (2 Tm 2, 5)» (62).
[...] 1279. O fruto do Batismo ou graça batismal é uma realidade rica que inclui:
a remissão do pecado original e de todos os pecados pessoais; o renascimento para uma vida nova, pela qual o homem se torna filho adoptivo do Pai, membro de Cristo, templo do Espírito Santo. Por esse fato, o batizado é incorporado na Igreja, corpo de Cristo, e tornado participante do sacerdócio de Cristo.
Padre José Eduardo de Oliveira e SilvaNo vídeo abaixo, o Padre José Eduardo, ao refutar as críticas do Pastor Augustus Nicodemus, explica que, ao contrário do que defendem os protestantes, o Batismo confere a graça e apaga os pecados, conforme o apóstolo Pedro disse em Atos dos Apóstolos 2:37:39 (37.Ao ouvirem essas coisas, ficaram compungidos no íntimo do coração e indagaram de Pedro e dos demais apóstolos:
“Que devemos fazer, irmãos?”. 38.Pedro lhes respondeu: “Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo, 39.pois a promessa é para vós, para os vossos filhos e para todos os que ouvirem de longe o apelo do Senhor, nosso Deus”. 41.
Os que receberam a sua palavra foram batizados. E naquele dia elevou-se a mais ou menos três mil o número de adeptos"). E também, ao contrário do que eles creem, o Batismo é necessário para a salvação porque Jesus mesmo disse em João 3:5: "Em verdade, em verdade te digo: quem não renascer da água e do Espírito não poderá entrar no Reino de Deus". Tanto isso é certo que, na mesma ocasião, Pedro batizou cerca de 3.000 novos cristãos. Portanto, se o batismo não fosse necessário para a salvação, qual seria a razão de tudo isso? Além do Batismo, o Padre José Eduado também contesta e explica as diferenças entre católicos e protestantes em relação ao livre arbítrio, aos objetos ungidos (como o óleo e a água benta), a sucessão apostólica e o papel do Papa
Santa Catarina de Sena (Itália, 1347-1380). Obra: "O Diálogo. Editora Paulus. 1ª edição. 14ª impressão. 2015. São Paulo. 409p."Resposta de Deus à Santa Catarina: “A maldade contra si mesmo consiste na perda da graça, quando o homem egoisticamente despreza os dons recebidos no batismo. Neste a virtude do Sangue cancelara a mancha do pecado original, transmitido pelo pai e pela mãe no momento da concepção.”
[pág. 55]“Do pecado original, que contraís através do pai e da mãe na concepção, restou-vos somente uma cicatriz. Ela é apagada, embora não completamente, pelo batismo, ao qual o Sangue de Cristo concedeu a virtude de infundir a vida da graça. Quando alguém é batizado, imediatamente cancela-se o pecado original e infunde-se a graça; a inclinação para o pecado, descrita antes como uma cicatriz, fica enfraquecida e submetida ao controle da pessoa.”
[pág. 56/57]
Frank J. Sheed (Austrália, 1897-1982). Obra: "Um mapa para a vida: uma explicação simples da fé católica. Editora Quadrante. São Paulo. 2016. 137p." (pág. 110)“Os sacramentos são coisas materiais que, pelo poder de Deus, conferem graça à alma. Dizemos que são símbolos que efetuam realmente o que simbolizam. Assim,
o Batismo, em que se derrama água sobre o corpo, simboliza a limpeza e de fato limpa a alma do pecado original. Os outros cinco sacramentos são: a Confirmação, a Penitência, a Ordem, o Matrimónio e a Unção dos Enfermos.”