G.K. Chesterton (Londres-Inglaterra, 1874-1936). Obra: "O Homem Eterno. Editora Ecclesiae. 1ª edição. 2014. 326p."“Contudo, para que os vejamos claramente, temos de vê-los como um todo. Temos de ver como se desenvolveram tanto quanto como começaram; pois a parte mais interessante da história é que aquelas coisas que começaram de um modo tenham vindo a se desenvolver desse modo. Qualquer pessoa que decida se satisfazer com a mera imaginação é capaz de imaginar que outras coisas poderiam ter acontecido ou outros seres se desenvolvido.
Qualquer pessoa a pensar sobre o que poderia ter acontecido pode conceber uma espécie de equidade evolutiva; mas qualquer pessoa a encarar o que efetivamente aconteceu deve encarar uma exceção e um prodígio. Se é que houve algum momento em que o homem foi apenas um animal, podemos, se optarmos por tanto, fazer um retrato imaginário de sua carreira transferida para algum outro animal. Pode-se elaborar uma fantasia divertida na qual elefantes faziam construções em arquitetura elefantina, com torres e torreões parecidos com presas e trombas, cidades de tamanho além da escala de qualquer colosso. Pode-se conceber uma fábula agradável na qual uma vaca inventou um vestuário e calçou quatro botas e vestiu dois pares de calças. Podemos imaginar um Super-Macaco mais surpreendente que qualquer Super-Homem, uma criatura quadrúmana que esculpe e pinta com as suas mãos e cozinha e faz carpintaria com seus pés.
Mas, caso consideremos o que realmente aconteceu, temos certamente de aceitar que o homem se distanciou de tudo o mais a uma distância tal aquela dos espaços astronômicos e a uma velocidade tal aquela do calmo raio de luz.”
[pág. 20/21]“
O homem não é apenas uma evolução, mas antes uma revolução.”
[pág. 29]“Mas podemos nos arriscar a dizer, como na expressão do Sr. Mantalini, que essa história evolucionista não tem traçado algum ou é um traçado detestável. Acima de tudo, contudo, ele ilustra o que quero dizer ao afirmar que,
quanto mais virmos o homem como um animal, menos ele se parecerá com um.”
[pág. 30]