Revista eletrônica História em Foco. Editora Alto Astral. Abril de 2017"Os líderes religiosos judeus da época consideraram Jesus como transgressor porque seus ensinamentos contrariavam a religião judaica estabelecida (e por expor a hipocrisia desses mesmos líderes). "Para começar,
Jesus se apresentou não só como o messias esperado, mas como Deus encarnado, e disse que ele era o único caminho de acesso ao Pai. Além disso, ele não guardava o sábado, defendia o respeito às autoridades romanas, expunha a hipocrisia dos sacerdotes e fariseus e outras atitudes semelhantes", explica o comentarista bíblico Maurício Zágari. O professor de cultura religiosa Luciano Gomes dos Santos defende que Jesus revolucionou a maneira de agir e pensar na época: mandava orar e amar de forma incondicional pobres, ricos, doentes, leprosos, pecadores e até mesmo os inimigos - tudo isso num cenário em que o maior inimigo do povo judeu era o Império Romano. "Jesus não incentivou nenhum judeu a pegar armas para combater o inimigo, mas mandou amar - o amor como o caminho do perdão e da reconciliação", explica. Nesse sentido, o especialista considera que Jesus foi considerado um transgressor conforme as leis judaicas."