Claude Allègre. Obra: "Deus Face à Ciência. 1ª edição. 1998. Coleção Universidade Aveiro/Gradiva." (pág. 106)“De fato, a vida continua a ser, sem dúvida nenhuma, o fenômeno mais estranho do universo. Como apareceu ? Como sobreviveu e evoluiu ? Como atingiu este grau de complexidade, tocado quase a perfeição no ser humano ? Gerald Edelman nota, a este respeito, que há mais sinapses num só cérebro humano do que estrelas no universo. Em 1953 Stanley Miller mostrou que podiam sintetizar-se ácidos aminados numa ampola de vidro submetida a descargas elétricas. Desde então, e apesar de todas as investigações ativas, não se conseguiu sintetizar fosse o que fosse que se assemelhasse ao ser vivo mais primitivo, qualquer coisa que se alimentasse, crescesse e se reproduzisse. Quanto ao fato de o homem descender do macaco, com uma rotura total entre estas duas ""espécies"", nomeadamente no que respeita às capacidades intelectuais, ninguém foi ainda capaz de fornecer uma explicação satisfatória para este grande mistério. Como nasceu a consciência ? O mistério da vida, como o da inteligência, permanece inteiro. E em ciência a especulação não substitui a demonstração.”