Maria Valtorta (Itália, 1897-1961). Obra: "O Evangelho como me foi revelado" (1944-1950) (Vol. 2 – Primeiro ano da vida pública de Jesus – Cap. 96. Jesus responde à acusação de ter curado a Bela de Korazim no sábado – Página 59 – 03/02/1945) [Jesus diz:] Um dia ouvi alguém dizer: “Você será ridicularizado como um mentiroso ou um eunuco se não mostrar desejo por mulheres”.
Digo-lhes solenemente que Deus instituiu o casamento para torná-los Seus imitadores na procriação e Seus assistentes para encher o Céu de pessoas. Mas há uma condição superior, diante da qual os anjos se curvam, ao verem sua sublimidade que, entretanto, eles não podem imitar. Uma condição que é perfeita quando dura do nascimento à morte, mas isso não exclui aqueles que não são mais virgens, mas que renunciaram a sua fecundidade, seja ela masculina ou feminina, e renunciaram à sua virilidade sensual, para se tornarem prolíficos e viris apenas no espírito. É a condição de um eunuco sem qualquer imperfeição física ou mutilação voluntária ou violenta. A condição que não proíbe uma pessoa de se aproximar do altar, pelo contrário, nos séculos futuros, o altar será servido e rodeado por tais pessoas.
É a condição mais elevada do eunuco: onde a amputação é provocada pela vontade de pertencer apenas a Deus, de preservar o corpo e o coração castos para Ele, para que possam ser refulgentes para sempre com a pureza tão cara ao Cordeiro.