Maria Valtorta (Itália, 1897-1961). Obra: "O Livro de Azarias" (1946-1947) (Página 172/173 – 28/07/1946)Azarias
[o Anjo da Guarda de Maria Valtorta] diz:
[...] "E também é verdade que não há criatura que nunca cedeu à tentação, dando-se a si mesma e os seus próprios membros – e não apenas estes, mas também o intelecto, que consente, e a alma, que não reage – aos vários tipos de impurezas que são chamados de "pecados" e que constituem tantos atos de desobediência aos Mandamentos de Deus e aos santos preceitos.
Por este consentir em pecar, o homem merece punição – que é ainda mais grave de acordo com o número e os tipos dos pecados. Nem é a dívida devida a Deus inteiramente anulada pelo Sacramento da Penitência, que cancela o pecado, mas ainda requer expiação por ele. Pois bem, a bondade do Pai permite que a criatura expie na Terra, fazendo com que essas mesmas coisas sirvam para a conquista do Bem eterno – os membros, o intelecto e o espírito, que tolamente consentiram no mal. O homem pode, então, como o apóstolo recomenda, servir à justiça com o que serviu ao pecado e reparar o passado conquistando a santificação.
[...] Ame o sofrimento e a mortificação, então, como meio de expiação, inicialmente, e depois de santificação, e louve ao Senhor, que concede que você possa oferecer um sacrifício contínuo, mais seleto do que ofertas materiais de dinheiro e outros presentes semelhantes aos carneiros e bezerros da Lei Antiga. O sacrifício da vossa vontade, das vossas paixões, de todo o seu ser à providência paterna de Deus para que vos conduza, como conduziu o seu Filho até à morte na cruz, para ser, além de redentores de vós mesmos, redentores de seus irmãos.