Maria Valtorta (Itália, 1897-1961). Obra: "O Livro de Azarias" (1946-1947) (Página 170/171 – 28/07/1946)Azarias
[o Anjo da Guarda de Maria Valtorta] diz:
[...] "Já foi explicado a você em outras ocasiões.
Deus, o bom Pai, para tornar as ações de Satanás e dos homens menos perversas, não as deixa passar sem tirar delas o mérito para aqueles que as sofrem.Já refletiste, ó Maria, que mesmo a iniqüidade satânica – que se acredita livre para agir, o mestre da tortura, capaz de competir com Deus, de quem se acredita ser igual, e de zombar e contradizer Deus – acaba servindo aos desígnios de Deus, fazendo com que as ações dos filhos de Deus brilhem mais intensamente do que nunca?"Oh, só há um Deus! E tudo está sujeito a Ele. Até o Adversário, que se pensa ser como Ele,
nada mais é do que um súdito e, ao desejar prejudicá-lo, na verdade o serve porque aumenta o tribunal celestial – isto é, a glória de Deus, dos santos que ele tentou e atormentou, que foram capazes de resistir a ele e praticar as virtudes sob o açoite da perseguição.
Sim, os santos que, sem o adversário, teriam suavemente se tornado santos, só por gratidão pelos dons gratuitos de Deus,
pela obra do demônio se tornam poderosamente santos, pois devem lutar por toda a vida contra suas armadilhas, ainda mais intensas quanto mais ele agarra, são pedreiras que lhe escapam. É por isso que tudo é providência que segue amorosamente um desígnio benevolente, mesmo que isso não possa parecer para a estreiteza humana.