Maria Valtorta (Itália, 1897-1961). Obra: "Lições sobre a Carta de São Paulo aos Romanos" (1948-1950) (Página 20 – Lição n° 3 – 06/01/1948)O Espírito Santo diz:
[...] Em Sua segunda e última vinda, o Cordeiro de Deus, o Redentor, o Santo dos santos, terá como precursor não o penitente do deserto [João Batista], salgado pelas mortificações e salgando pecadores para curá-los de seu peso e torná-los ávidos em receber o Senhor, mas Ele terá por precursor nosso Anjo, Aquela que, embora tendo carne, foi a Serafim, Aquela em quem fizemos nosso morada, nem mais doce nem mais digna poderíamos tê-la, a mais amada Arca de ouro puro que ainda nos contém tal como é contida por nós, e que voará pelos céus, irradiando Seu amor para preparar um caminho perfumado e régio para o Rei dos reis e para preparar – para gerar e dar à luz, numa última maternidade – tantas sementes vivas quantas existam e quem quiser dar à luz ao Senhor. Olhe ali, para o leste dos tempos ... Já sobre a escuridão que cobre a Terra mais densa e malditamente, há o contorno de um amanhecer, ninguém mais doce do que Você.
É o tempo de Maria que surge. A maior misericórdia que nosso Amor tem pensado para todos vocês. Grande será a extensão de Sua caminhada.
Oposto por Seu eterno inimigo, que por ter sido derrotado, [Satanás] não é menos obstinado em entristecê-la e lutar contra ela. Ele embota o intelecto dos homens para não deixá-los conhecer Maria. Ele extingue a fé dos homens nela. Ele cria neblinas. Ele joga lama. No entanto, a Estrela do Mar está muito acima das ondas poluídas. Ela passará, e nem a lama sujará a bainha de Seu vestido. Ela só descerá, tão rapidamente como um arcanjo, para colocar Seu selo na testa dos fiéis, ao lado da marca do Tau
[da Cruz], daqueles salvos para o Reino eterno.
E força e paz entrarão em seus espíritos sob o toque de Sua mão, Mãe da Vida e Fonte da Salvação.
Bendito seja o Senhor que concedeu à estrela mais pura o início do seu caminhar para te atrair a Deus com a doçura do seu amor,
misericordiosa Co-Salvadora, extrema, Ela que compensa os bons espíritos do cada vez mais profundo distanciamento de Deus, desgostoso com os pecados dos homens.