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Segundo informações obtidas no site http://farfalline.blogspot.com/2016/06/virgem-da-carta-de-messina.html, Virgem da Carta é um dos apelativos utilizados na veneração a Nossa Senhora. A Virgem da Carta é venerada como Santa Padroeira de Messina (Sicília), mas também de outras cidades italianas.
Segundo a tradição, particularmente os Atos dos Apóstolos, oito anos após a Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo, na primavera de 42, São Paulo foi convidado a ir até a Sicília, desembarcando seis milhas ao sul de Messina, no local que daí em diante se chamaria Cala San Paolo, perto da aldeia de Briga Marina (atual Giampilieri), para pregar o Evangelho. Ele vinha de Régio Calábria, onde havia chegado de Siracusa, conduzido pelo centurião Júlio, após seu naufrágio nas proximidades de Malta. No local do desembarque, há uma cruz de ferro que indica o local onde se deteve o Apóstolo, próximo a uma igreja a ele dedicada.
São Paulo ficou pouco tempo em Messina, onde sagrou São Bacchilo como seu primeiro Bispo. O Apóstolo pregou sobre a vida de Jesus a todas as gentes, e muitos se converteram ao Cristianismo por causa de suas pregações apaixonadas; e muitos destes manifestaram o desejo de conhecer a Terra Santa e a Mãe de Deus. Assim, ainda em 42, uma delegação da cidade de Messina foi enviada à Terra Santa, junto com São Paulo, com uma carta na qual os muitos cidadãos que haviam se convertido ao Cristianismo pediam a proteção da Virgem. Maria os acolheu com maternal afeição e, quando partiram de volta para Messina, lhes entregou uma carta de benção, em hebraico, atada por uma mecha de seus cabelos.
A delegação voltou a Messina aos 8 de setembro do mesmo ano, levando consigo a importante missiva, na qual Maria louvava a fé deles e dizia lhe agradar sua devoção, e lhes assegurava a sua perpétua proteção. A mecha de cabelos está guardada na Catedral de Messina, e é exposta no dia do Corpus Christi, encastrada no mastro de um pequeno galeão de prata que representa um dos exemplos da proteção de Maria para Messina.
Dom Assemanni traduziu o código siríaco que efetivamente continha a Sagrada Carta escrita aos Messineses para a versão latina que reportamos abaixo. Outra versão, reputa a tradução para o latim ao grego-messinês Costantino Lascaris, em 1940. Seja como for, o conteúdo da Carta é este:
    “Maria Virgem, filha de Joaquim, humílima serva de Deus, Mãe de Jesus Crucificado, da tribo de Judá, da estirpe de Davi, saudações a todos os habitantes de Messina e bênçãos de Deus Pai Onipotente.
    Consta-nos, por público instrumento, que vós todos, com fé grande, nos haveis enviado Legados e Embaixadores, confessando que o Nosso Filho, gerado por Deus, seja Deus e homem, e que depois de sua ressurreição subiu ao Céu, conhecendo vós o caminho da verdade através da pregação de Paulo apóstolo eleito.
    Por isso, abençoamos vós e a própria cidade da qual queremos ser perpétua protetora.
    De Jerusalém, no ano 42 de Nosso Filho. Indicção 1 lua XXVII.
    Dia de quinta-feira 3 de junho.”

Santo Aníbal Maria de Francia dedicou à Virgem da Carta algumas orações.
Melanie Calvat, a vidente de La Salette, era devota de Nossa Senhora da Carta de Messina e possuía uma cópia que levava sempre consigo.
Para maiores detalhes, consulte o site mencionado.



Obs.: As expressões no texto entre colchetes ou parêntesis destacadas na cor azul não fazem parte do original.