Revelacaocatolica.com
Igreja Católica Apostólica Romana

 Fora da igreja não há salvação, exceto se a pessoa desconhece a Cristo e a sua Igreja, e, de alguma forma, segue os seus mandamentos

Catecismo da Igreja Católica

846. «FORA DA IGREJA NÃO HÁ SALVAÇÃO» Como se deve entender esta afirmação, tantas vezes repetida pelos Padres da Igreja? Formulada de modo positivo, significa que toda a salvação vem de Cristo, Cabeça da Igreja que é o seu Corpo: O santo Concílio «ensina, apoiado na Sagrada Escritura e na Tradição, que esta Igreja, peregrina na terra, é necessária à salvação. De fato, só Cristo é mediador e caminho de salvação. Ora, Ele torna-Se-nos presente no seu Corpo, que é a Igreja. Ao afirmar-nos expressamente a necessidade da fé e do Batismo, Cristo confirma-nos, ao mesmo tempo, a necessidade da própria Igreja, na qual os homens entram pela porta do Batismo. É por isso que não se podem salvar aqueles que, não ignorando que Deus, por Jesus Cristo, fundou a Igreja Católica como necessária, se recusam a entrar nela ou a nela perseverar» (341). 847. Esta afirmação não visa aqueles que, sem culpa da sua parte, ignoram Cristo e a sua igreja: «Com efeito, também podem conseguir a salvação eterna aqueles que, ignorando sem culpa o Evangelho de Cristo e a sua Igreja, no entanto procuram Deus com um coração sincero e se esforçam, sob o influxo da graça, por cumprir a sua vontade conhecida através do que a consciência lhes dita» (342). 848. «Muito embora Deus possa, por caminhos só d"Ele conhecidos, trazer à fé, «sem a qual é impossível agradar a Deus» (343), homens que, sem culpa sua, ignoram o Evangelho, a Igreja tem o dever e, ao mesmo tempo, o direito sagrado, de evangelizar» (344) todos os homens. [...] 870. «A única Igreja de Cristo, da qual professamos no Credo que é una, santa, católica e apostólica, [...] é na Igreja Católica que subsiste, governada pelo sucessor de Pedro e pelos bispos que estão em comunhão com ele, embora numerosos elementos de santificação e de verdade se encontrem fora das suas estruturas» (392).


Padre João A. MacDowell, S.J. Obra: Religião também se aprende. Volume 5. 2001. Ed. Santuário. Aparecida/SP. 130p.

Pág. 92/93:
    É verdade que quem não é católico também pode salvar-se. Não só os cristãos separados da Igreja, mas também os membros de religiões não-cristãs e até pessoas que não acreditam em Deus, como diz expressamente o Concílio Vaticano II: "A Divina Providência não nega os auxílios necessários para a salvação aos que sem culpa não chegaram ainda a um conhecimento expresso de Deus e, apesar disso, esforçam-se, ajudados pela graça divina, para conseguir uma vida reta" (LG n. 16). Portanto qualquer pessoa, mesmo sem ser cristão, pode salvar-se. Mas sob algumas condições. A primeira, como ouvimos, é procurar viver honestamente, ajudado pela graça de Deus. A segunda, mencionada também pelo Concílio, é que não tenha chegado a reconhecer a Deus, sem culpa de sua parte. Há, de fato, pessoas que por diversos motivos, apesar de ter boa vontade, pensam que Deus não existe. Outras não acreditam em Jesus Cristo e na Igreja Católica. E, mesmo assim, podem salvar-se, se não têm culpa disso.
    Mas para mim e para você a coisa é diferente. Recebemos o anúncio do Evangelho e não teríamos desculpa de não ser católicos. Não podemos salvar-nos fora da Igreja. Seria, porém, um grande erro considerar a nossa pertença à comunidade eclesial como uma obrigação pesada, uma carga inútil. Ao contrário, a nossa fé é uma graça enorme, o maior presente que recebemos na vida. É verdade que quem não encontrou expressamente Deus ou Jesus Cristo dispõe mesmo assim da ajuda indispensável para fazer o bem e salvar-se. Mas essas pessoas andam no escuro e descobrem o caminho da salvação com muita dificuldade. Não têm uma
    confirmação clara nem da utilidade de seus esforços, nem do perdão de suas faltas. Não sabem que Deus é amor e bondade sem limites, como Jesus nos revelou.

Internet

No vídeo abaixo, o padre Leonardo Wagner explica o significado da expressão "fora da Igreja Católica não há salvação". Inicialmente, é necessário saber que a Igreja possui uma alma e um corpo. Para ser salvo, é necessário ser um membro vivo da Igreja, ou seja, estar na graça de Deus. Por outro lado, há membros que pertencem ao corpo, mas não à alma da Igreja pois estão em pecado mortal (item 167/168 do Catecismo de São Pio X). Os justos do antigo testamento, por exemplo, como Abraão, Isaac, Jacó, Moisés, Elias, Eliseu etc, embora não pertencessem ao corpo da Igreja, se salvaram na esperança da vinda de Cristo e de sua Igreja.
De forma semelhante, há membros que ainda hoje se encontram fora da Igreja Católica e que podem ser salvos, como os integrantes de igrejas protestantes e outras seitas. A salvação deles é possível, caso desconheçam, de boa fé, a Igreja fundada por Cristo e sua doutrina. Veja-se que muitos integrantes, inclusive, já nasceram nessas seitas e nunca tiveram a oportunidade de conhecer a verdade em sua plenitude, mas somente uma fração dela. Mas, para tanto, é necessário ainda que procurem sinceramente a verdade e cumpram a vontade de Deus o melhor que podem, a fim de que possam pertencer, ao menos, à alma da Igreja Católica. (item 170 do Catecismo de São Pio X)
Não obstante, é necessário reconhecer que eles estão trilhando um caminho errado, mais difícil, mais distante de Deus e mais arriscado. Assim, a Igreja exige que não os abandonemos, mas os convertamos, da melhor forma possível e com respeito mútuo.
De fato, Cristo trouxe uma única doutrina e fundou uma única Igreja, não diversas outras, conforme atestam as escrituras, conforme segue: Mateus 16,18-19: “18.E eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela. 19.Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus”; Lucas 10, 16: “16.quem vos ouve, a Mim ouve, e quem vos rejeita, a Mim rejeita”; Mateus 28,20: “20.Ensinai-as a observar tudo o que vos prescrevi. Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo.”
E para quem acusa a Igreja de Cristo de ser pecadora, devido aos pecados cometidos por alguns de seus membros, saibam que o modelo de santidade da Igreja não são os seus membros, mas os seus santos.



Obs.: As expressões no texto entre colchetes ou parêntesis destacadas na cor azul não fazem parte do original.