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Limbo dos patriarcas (dos justos) antes de Cristo e Limbo das crianças que morrem sem o batismo
       SUPLEMENTO: Revelações privadas de videntes católicos sobre o Limbo dos Patriarcas (Não reconhecidas oficialmente pela Igreja)
             Revelação da venerável irmã Maria de Ágreda

 O Purgatório e o Limbo não tem comunicação com o inferno dos condenados; o Limbo abrigava os patriarcas antes da redenção de Jesus; o Limbo abriga as crianças que morrem sem o batismo; depois do juízo final só o céu e o inferno serão habitados e as crianças do Limbo sairão para outra morada diferente; quando se diz que Jesus “desceu aos infernos”, significa que ele desceu ao Limbo e não ao Inferno dos condenados

(ATENÇÃO! Este suplemento trata-se de revelação privada não reconhecida oficialmente pela autoridade da Igreja. Conf. ensina o § 67 do Catecismo, o seu papel não é «aperfeiçoar» ou «completar» a Revelação definitiva de Cristo, mas ajudar a vivê-la mais plenamente, numa determinada época da história. Guiado pelo Magistério da Igreja, o sentir dos fiéis sabe discernir e guardar o que nestas revelações constitui um apelo autêntico de Cristo ou dos seus santos à Igreja.)

© Irmã Maria de Ágreda (venerável) (Espanha, 1602-1665) - Obra: "Mística Cidade de Deus" - Ed. Mosteiro Portaceli. 2011.

[3º Tomo - 2ª Parte - 6º Livro - Cap. 25 - pág. 414/415:]

[Maria de Ágreda diz:] O purgatório e o limbo: 1460. Num dos lados do inferno está o purgatório, onde as almas dos justos se purificam, quando nesta vida não acabaram de satisfazer suas culpas e dela não saíram tão purificados, quanto é necessário para chegar à visão beatífica. Esta caverna também é grande, porém, muito menor que o inferno e, ainda que no purgatório haja grandes penas, não tem comunicação com o inferno dos condenados. Em outro lado encontra-se o limbo com duas estâncias diferentes: uma para as crianças que morrem só com o pecado original e sem obras boas ou más do próprio arbítrio; a outra estância servia de permanência para as almas dos justos já purificadas de seus pecados. Não podiam entrar no céu, nem gozar de Deus, até que se operasse a redenção humana e Cristo nosso Salvador lhes abrisse a porta (SI 23, 9) fechada pelo pecado de Adão. A caverna do limbo também é menor que o inferno, não se comunica com ele, nem tem penas dos sentidos como o purgatório. Lá chegavam as almas já purificadas no purgatório e só careciam da visão beatífica, privação em que consiste a pena de dano. Ali se encontravam todos os que haviam morrido em graça, antes da morte do Salvador. Neste limbo, desceu sua alma santíssima unida à divindade, e isto significamos ao dizer que desceu aos infernos [Nota de rodapé da tradutora: “Atualmente traduz-se "mansão dos mortos"”]. O termo inferno significa qualquer daqueles lugares inferiores, situados nas profundezas da terra, ainda que comumente ao dizer inferno, entendemos o dos demônios e condenados. E o sentido que mais lhe atribuem, assim como por céu, entendemos o empírio onde estão e permanecerão para sempre os Santos. Depois do juízo final só o céu e o inferno serão habitados. O purgatório já não será necessário, e as crianças do limbo sairão para outra morada diferente.