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(ATENÇÃO! Este suplemento trata-se de revelação privada não reconhecida oficialmente pela autoridade da Igreja. Conf. ensina o § 67 do Catecismo, o seu papel não é «aperfeiçoar» ou «completar» a Revelação definitiva de Cristo, mas ajudar a vivê-la mais plenamente, numa determinada época da história. Guiado pelo Magistério da Igreja, o sentir dos fiéis sabe discernir e guardar o que nestas revelações constitui um apelo autêntico de Cristo ou dos seus santos à Igreja.)

Irmã Maria de Ágreda (venerável) (Espanha, 1602-1665) - Obra: "Mística Cidade de Deus" - Ed. Mosteiro Portaceli. 2011.

1º Tomo - 1ª Parte - 1º Livro - Cap. 21 - pág. 172 [Maria de Ágreda diz:] Oração de Sant"Ana: 328. Recebeu Sant"Ana em suas mãos aquela que, sendo sua filha, era ao mesmo tempo o maior tesouro do céu e da terra entre as puras criaturas, inferior somente a Deus [a Trindade] e superior a toda a criação.
2º Tomo - 2ª Parte - 3º Livro - Cap. 7 - pág. 29 [Maria de Ágreda diz:] A Encarnação, a maior de todas as obras divinas: 70. Grandes são as obras do Altíssimo (SI 110, 2), porque todas foram e são feitas com plenitude de ciência e bondade, justiça e medida (Sab 11, 21). Nenhuma é incompleta, inútil, defeituosa, supérflua e vã: todas são primorosas e magníficas como o Senhor que, segundo a medida de sua vontade, as quis fazer e conservar do modo mais conveniente, para nelas ser conhecido e glorificado. Fora do mistério da Encarnação, porém, todas as obras de Deus ad extra, ainda que sejam grandes, estupendas e mais admiráveis que compreensíveis, não passam de pequenina centelha (Ecli 42,23) projetada do imenso abismo da divindade. Somente o inefável sacramento de Deus fazer-se homem passível e mortal, pode ser chamado obra-prima do infinito poder e sabedoria, aquela que excede, sem comparação, às suas demais obras e maravilhas. Neste mistério, não foi comunicada aos homens apenas uma faísca da divindade, mas todo aquele vulcão de imenso incêndio, que se uniu com indissolúvel e eterna aliança, à nossa natureza humana e terrena. A grandeza de Maria foi proporcionada à dignidade de Mãe de Deus: 71. Se esta sagrada maravilha do Rei deve ser medida por sua mesma grandeza, era conseqüente que a mulher, em cujo seio tomaria forma de homem, fosse perfeita e adornada de todas suas riquezas. Deveria ter todos os dons e graças possíveis, com tal plenitude, que nenhum lhe fosse incompleto ou defeituoso. Sendo isto racional e conveniente à grandeza do Onipotente, assim Ele o realizou com Maria santíssima, melhor do que Assuero com a graciosa Ester (Est 2, 9), quando quis elevá-la ao trono de sua grandeza. Preparou o Altíssimo nossa Rainha Maria com favores, privilégios e dons jamais imaginados pelas criaturas. Quando Ela surgiu à vista dos cortezãos deste grande Rei imortal dos séculos (Tim 1, 17), todos louvaram o poder divino que, ao escolher uma mulher para Mãe, pôde e soube torná-la digna de o receber por Filho.