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Indulgências
       SUPLEMENTO: Revelações privadas de videntes católicos sobre as indulgências (Não reconhecidas oficialmente pela Igreja)
             Revelação de Santa Catarina de Gênova

 A misericórdia de Deus é imensa, mas a justiça divina exige o pagamento da dívida até o último centavo; por isso não devemos pensar que é fácil obter uma indulgência plenária

(ATENÇÃO! Este suplemento trata-se de revelação privada não reconhecida oficialmente pela autoridade da Igreja. Conf. ensina o § 67 do Catecismo, o seu papel não é «aperfeiçoar» ou «completar» a Revelação definitiva de Cristo, mas ajudar a vivê-la mais plenamente, numa determinada época da história. Guiado pelo Magistério da Igreja, o sentir dos fiéis sabe discernir e guardar o que nestas revelações constitui um apelo autêntico de Cristo ou dos seus santos à Igreja.)

© Santa Catarina de Gênova (Itália, ano 1447-1510) - Obra: "Tratado do Purgatório. Ed. Santa Cruz. 2019.

[Pág. 45:]

Até o último centavo
21. — Se as almas do purgatório pudessem purificar-se apenas pela contrição, em um instante pagariam a totalidade de sua dívida. Com efeito, o ímpeto de sua contrição é grande, pela clara luz que lhes faz ver a importância daquele impedimento. Mas este deve ser pago integralmente, e Deus não o condoa nem em uma mínima parte, pois assim está exigido por sua justiça.
[Pág. 48:]

24. — Agora que vejo claramente estas coisas na luz divina, me vem um desejo ardente de gritar com um grito tão forte, que pudesse espantar a todos os homens do mundo, dizendo-lhes: Oh, miseráveis! Por que vos deixais cegar assim pelas coisas deste mundo, que para uma necessidade tão importante, como na que vos haveis de encontrar, não tomais previsão alguma? Estais todos amparados sob a esperança da misericórdia de Deus, que já disse é tão grande; mas não vês que tanta bondade de Deus vai a tornar-vos juízo, por ter atuado contra sua vontade? Sua bondade deveria obrigar-vos a fazer tudo o que Ele quer, mas não deve vos dar a esperança de cometer o mal impunemente. A justiça de Deus não pode falhar, e é preciso que seja satisfeita de um modo ou de outro plenamente.
Não te confies, pois, dizendo: eu me confessarei e conseguirei depois a indulgência plenária, e ao momento me verei purificado de todos meus pecados. Pensa que esta confissão e contrição, que são precisas para receber a indulgência plenária, é coisa tão difícil de conseguir que, se o soubesses, tu tremerias com grande temor, e estarias mais certo de não a ter que de podê-la conseguir.