Mons. Jonas Abib (Brasil – ano 1936-2022) - Obra: "Maria: A Mulher do Gênesis ao Apocalipse" - Ed. Canção Nova. 19ª edição. 2011. São Paulo. 158p. (Pág. 97/99)No seu maravilhoso plano, o Pai quis ter uma multidão de filhos, entre os quais Jesus fosse o primogênito. Quando projetou esse plano, precisava que Jesus e os demais filhos tivessem uma mãe.
Para que Jesus fosse o primogênito de todas as criaturas, era preciso que sua Mãe fosse também a Mãe de todos os outros irmãos. No pensamento de Deus, a primeira criatura projetada foi a escolhida para ser a Mãe de seu Filho. Jesus não é criatura, não foi criado, mas sim gerado: Ele é Deus como o Pai. E a primeira de todas as criaturas é Maria. Foi no alto do Calvário que Jesus assinou, não com tinta, mas com seu sangue, aquela escritura na qual declarava que Maria era nossa Mãe. São João testemunha esse fato: "Jesus, ao ver sua mãe e, ao lado dela, o discípulo que ele amava, disse à mãe: "Mulher, eis o teu filho!" Depois disse ao discípulo: "Eis a tua mãe!" A partir daquela hora, o discípulo a acolheu no que era seu" (Jo 19,26-27).
Jesus realizava uma questão jurídica. No Calvário, Ele assinava com seu sangue derramado naquele momento e promulgava com a sua Palavra, do alto da cruz: "Mulher, eis teu filho! Eis a tua mãe!"
[...] Preste atenção: para ser a minha Mãe desde toda a eternidade, Maria já tinha sido escolhida pelo Pai. Mãe de Jesus, minha Mãe e Mãe de todos os meus irmãos,
para que Ele fosse o primogênito de todas as criaturas.