InternetNo sítio abaixo (presbiteros.org.br), Max Thurian (1921-1996) ensina que Cristo nunca se casou. Sua vida é justificativa da vocação para o celibato. Cristo não tem outra noiva senão a Igreja.
Ao referir-se à vocação do celibato voluntário, Jesus devia estar pensando, em primeiro lugar, em si próprio, possivelmente também em
João Batista, que o precedera naquele caminho e inaugurara com sua própria vida a nova ordem pregada pelo Messias. Essa nova ordem expressada pelas vidas celibatárias de João Batista e Jesus nos diz que precisamos estar no mundo sem ser do mundo, pois “
na ressurreição não haverá homens e mulheres casando-se, mas serão como anjos no céu”. (Mt 22,30)
Santo Inácio de Antioquia (Séc. I) escreveu a Policarpo: “recomende aos meus irmãos amarem suas mulheres como o Senhor amou a Igreja (cf Ef 5, 25-29).
Se alguns deles puderem perseverar na castidade em honra da carne do Senhor, que o façam sem se vangloriar disso”.
São Paulo (1Cor 7, 28-34) enfatiza a vantagem prática do celibato, pois “os casados terão as tribulações do mundo e, assim, estarão divididos”.
O sacerdote celibatário por causa do Reino pode desempenhar missões particularmente difíceis com maior facilidade e liberdade do que um homem casado, preso a responsabilidades de família.
A
virgindade de Maria expressa de modo perfeito esse sentido de dependência total no Senhor. Ao se tornar mãe de Cristo, Maria permaneceu virgem não porque o casamento não lhe correspondesse mas para mostrar que, ao dar ao mundo seu Salvador, ela consagrara seu corpo e espírito só a Deus, num ato de perfeita dependência.
Afora os sentidos prático e profundo a que aludimos, o celibato também tem um
significado escatológico. O celibato voluntário por causa do Reino do Céu é o sinal de uma nova ordem na qual o matrimônio não é mais, como no Antigo Testamento, necessário para assegurar a descendência de Abraão, pai de todos os crentes.