René Descartes (ano 1596-1650) - Obra: "Coleção Os Pensadores: Descartes" - Ed. Nova Cultural. São Paulo, 1999. 335p. (pág. 299)“Pois, com certeza, não possuo motivo algum de me lamentar do fato de que Deus não me deu uma inteligência mais poderosa, ou uma razão maior do que aquela que dele recebi, visto que, efetivamente,
é próprio do entendimento finito não compreender uma infinidade de coisas, e peculiar a um entendimento criado o ser finito: mas tenho todos os motivos de Lhe agradecer pelo fato de que, apesar de nunca me dever alguma coisa, me tenha dado todo o pouco de perfeição que há em mim, estando bem longe de conceber sentimentos tão injustos como o de imaginar que Ele me tirou ou reteve injustamente as outras perfeições que não me deu.”